Colocar DIU dói? O que um estudo randomizado mostrou sobre a dor na inserção
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Um estudo randomizado publicado em 2026 confirmou que a dor na colocação do DIU é frequente: mais de 80% das mulheres relataram dor moderada ou intensa. O uso de ibuprofeno em três doses nas 24 horas anteriores reduziu essa dor, mas não a eliminou.
“No Hospital Certa, o DIU hormonal (levonorgestrel) e o DIU de cobre ou cobre-prata são colocados sob sedação, com acompanhamento anestésico. O estudo comentado aqui ajuda a entender por que o controle da dor faz diferença na experiência da mulher.”
O DIU é um dos métodos contraceptivos mais eficazes que existem, mas o medo da dor na colocação afasta muitas mulheres. Estudos anteriores com uma única dose de ibuprofeno mostraram pouco benefício.
Pesquisadores norte-americanos levantaram a hipótese de que doses repetidas, iniciadas antes do procedimento, manteriam o remédio em nível adequado no sangue e reduziriam a dor durante a inserção e nas 24 horas seguintes.
Foi um ensaio clínico randomizado e triplo-cego: nem as pacientes, nem os profissionais, nem os analistas sabiam quem recebeu o remédio. Oitenta e três mulheres foram sorteadas para tomar ibuprofeno 800 mg ou placebo, em três doses ao longo das cerca de 24 horas antes da colocação do DIU. Sessenta e seis compareceram e colocaram o DIU.
A dor durante a inserção foi medida por uma escala de 0 a 10. Também foram avaliadas a dor 24 horas depois e a necessidade de analgésico adicional.
Desenho do estudo MIPI. Esquema original do Hospital Certa elaborado a partir de Ouyang et al., Am J Obstet Gynecol, 2026.
Dor mediana durante a inserção do DIU. Gráfico original do Hospital Certa com os dados de Ouyang et al., Am J Obstet Gynecol, 2026.
O estudo foi conduzido no Orlando VA Healthcare Center e na Faculdade de Medicina da University of Central Florida, nos Estados Unidos, e publicado em 2026 no American Journal of Obstetrics and Gynecology, uma das principais revistas de ginecologia e obstetrícia do mundo.
Referência (Vancouver): Ouyang C, Lamvu G, Quach H, Carrillo J, Castellanos M, Wang A, et al. Multidose ibuprofen prior to intrauterine device insertion (MIPI): a triple blinded randomized controlled trial. Am J Obstet Gynecol. 2026;235(2):330-7. doi:10.1016/j.ajog.2026.03.028
O estudo mostra, com rigor científico, algo que muitas mulheres já sabiam: a colocação do DIU pode doer, e a dor não deve ser minimizada. Estratégias simples, como o ibuprofeno em doses repetidas, ajudam, mas não resolvem para todas.
Para mulheres com muito medo da dor, histórico de inserção difícil ou dor intensa em procedimentos ginecológicos, a colocação sob sedação é uma alternativa que pode ser discutida com o médico. A sedação não foi avaliada neste estudo; ela é uma opção de cuidado que torna o procedimento mais confortável.
O Hospital Certa Expert Care realiza a colocação de DIU hormonal e de cobre sob sedação em regime de hospital-dia, com equipe especializada em radiologia intervencionista e valores acessíveis. Para agendar uma avaliação, fale conosco pelo WhatsApp (11) 96625-5970 ou pelo telefone (11) 2548-6265.
Não para todas, mas a dor é comum. Neste estudo, mais de 80% das mulheres sem medicação relataram dor moderada ou intensa. A intensidade varia de mulher para mulher.
Não use remédios sem orientação. O esquema do estudo usou doses altas, que não são adequadas para todas as pessoas. Converse com seu médico antes.
A paciente recebe medicação na veia, com acompanhamento de anestesista, para ficar relaxada e confortável durante o procedimento. Ela vai para casa no mesmo dia, após um período de recuperação.
O DIU hormonal com levonorgestrel e os DIUs de cobre e de cobre com prata. O Certa não faz a colocação de DIU logo após o parto.
Cólicas leves nos primeiros dias são comuns. No estudo, a dor 24 horas depois foi semelhante entre os grupos. Dor forte, febre ou sangramento intenso devem ser avaliados pelo médico.
O Dr. Denis Szejnfeld é radiologista intervencionista, doutor pela Unifesp e professor da instituição, e ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024). Reúne três títulos de especialista — em Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), em Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia (SOBRICE) e em Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) —, com formação no Brigham and Women's Hospital e no Beth Israel Deaconess Medical Center (Harvard) e ampla produção científica em periódicos nacionais e internacionais. Consulte sua produção científica e índice de impacto (índice h) no Google Scholar e o currículo completo na Plataforma Lattes.
Colocar DIU dói? O que um estudo randomizado mostrou sobre a dor na inserção
