Tumor no rim de até 7 cm: congelar pode ser uma alternativa à cirurgia?

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Tumor no rim de até 7 cm: congelar pode ser uma alternativa à cirurgia?

Tumor no rim de até 7 cm: congelar pode ser uma alternativa à cirurgia?

Tumor no rim de até 7 cm: congelar pode ser uma alternativa à cirurgia?

Um estudo com 80 pacientes com câncer de rim de 4 a 7 cm mostrou que a crioablação percutânea, feita por agulhas guiadas por tomografia, eliminou o tumor em 95% dos casos na primeira sessão, sem complicações graves e com preservação da função renal.

“No Hospital Certa, a crioablação de tumores renais é feita por punção guiada por imagem, com a biópsia do tumor na mesma sessão e, quando indicado, embolização renal prévia. Estudos como este mostram que a técnica alcança bons resultados também em tumores maiores.”

O que o estudo investigou

A cirurgia (nefrectomia parcial) é o tratamento padrão para tumores de rim entre 4,1 e 7 cm, chamados T1b. Mas muitos pacientes são idosos, têm outras doenças ou função renal limitada, e a cirurgia pode representar um risco alto.

A crioablação destrói o tumor congelando-o com agulhas finas introduzidas pela pele. Ela já é bem estabelecida para tumores menores que 4 cm. Os pesquisadores gregos quiseram saber se ela também controla bem os tumores T1b e qual margem de gelo ao redor do tumor é necessária para isso.

Como o estudo foi feito

Foram analisados 80 pacientes consecutivos com câncer de rim T1b (4,1 a 7 cm), confirmado por biópsia, tratados com crioablação percutânea guiada por tomografia entre 2019 e 2023, em um centro de radiologia intervencionista em Tessalônica, na Grécia.

Os autores mediram a eficácia do tratamento, o tempo sem retorno do tumor no local, a variação da função renal (taxa de filtração glomerular) e as complicações. Também compararam os resultados conforme a margem de gelo obtida ao redor do tumor: 8 mm ou mais, contra 5 a 8 mm.

[Desenho do estudo. Esquema original do Hospital Certa elaborado a partir de Michailidis et al., J Vasc Interv Radiol, 2026.]

Desenho do estudo. Esquema original do Hospital Certa elaborado a partir de Michailidis et al., J Vasc Interv Radiol, 2026.

Principais achados

  • A crioablação eliminou o tumor na primeira sessão em 95% dos pacientes (76 de 80).
  • Os quatro casos de tumor residual foram retratados, e a eficácia final chegou a 98,8%.
  • Em 24 meses, 98,8% dos pacientes estavam sem retorno do tumor no local tratado.
  • Quando a margem de gelo foi de 8 mm ou mais, o controle local em 24 meses foi de 100%. Com margens entre 5 e 8 mm, apenas 57% estavam sem tumor já em 6 meses.
  • A função renal praticamente não mudou (queda média de 2 mL/min/1,73 m², sem significância estatística), e não houve complicações graves.

[Eficácia e controle local da crioablação. Gráfico original do Hospital Certa com os dados de Michailidis et al., J Vasc Interv Radiol, 2026.]

Eficácia e controle local da crioablação. Gráfico original do Hospital Certa com os dados de Michailidis et al., J Vasc Interv Radiol, 2026.

Onde foi feito e onde foi publicado

O estudo foi realizado pelo Departamento de Radiologia Intervencionista do Hospital Geral Georgios Papanikolaou, em Tessalônica, com a participação de urologistas de outros hospitais da cidade, e publicado no Journal of Vascular and Interventional Radiology, a revista oficial da Sociedade Americana de Radiologia Intervencionista (SIR).

Referência (Vancouver): Michailidis A, Kosmoliaptsis P, Makri D, Dimou G, Symeonidis EN, Andreou A, et al. Percutaneous cryoablation of T1b renal tumors: a retrospective evaluation of local tumor control, renal function preservation, adverse events, and ablation margins in 80 patients. J Vasc Interv Radiol. 2026;37(3):107854. doi:10.1016/j.jvir.2025.09.025

Por que isso importa para a saúde do paciente

Para pacientes com tumor renal de até 7 cm que têm risco cirúrgico alto, função renal limitada ou que preferem evitar a cirurgia, a crioablação é uma alternativa que preserva o rim, dispensa cortes e permite alta rápida.

O estudo traz também uma lição técnica importante: o resultado depende de planejamento preciso e de uma margem de gelo adequada ao redor do tumor, o que exige equipe experiente e controle por imagem durante todo o procedimento. Por ser um estudo de um único centro e sem grupo de comparação, ele não substitui a avaliação individual de cada caso com o urologista e o radiologista intervencionista.

O Hospital Certa Expert Care realiza a crioablação de tumores renais em regime de hospital-dia, com equipe especializada em radiologia intervencionista e valores acessíveis. Para agendar uma avaliação, fale conosco pelo WhatsApp (11) 96625-5970 ou pelo telefone (11) 2548-6265.

Perguntas frequentes

Como é feita a crioablação do rim?

Com o paciente sedado ou anestesiado, agulhas finas são introduzidas pela pele das costas até o tumor, guiadas por tomografia. Por elas circula um gás que congela o tumor a temperaturas muito baixas, destruindo as células.

Quem pode fazer crioablação em vez de cirurgia?

Pacientes com tumores renais pequenos ou de até cerca de 7 cm, especialmente aqueles com risco cirúrgico aumentado, rim único ou função renal reduzida. A indicação depende do tamanho, da localização do tumor e da saúde geral.

É preciso fazer biópsia antes?

A biópsia confirma o tipo de tumor. No Hospital Certa, ela é feita na mesma sessão da ablação, evitando um procedimento a mais.

A crioablação prejudica o rim?

Neste estudo, a função renal praticamente não mudou. A técnica destrói o tumor preservando o restante do rim.

Como é o acompanhamento depois?

Com exames de imagem, como tomografia ou ressonância, em intervalos definidos pelo médico, para confirmar que o tumor foi eliminado.

Sobre o autor

O Dr. Denis Szejnfeld é radiologista intervencionista, doutor pela Unifesp e professor da instituição, e ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024). Reúne três títulos de especialista — em Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), em Radiologia Intervencionista e Angiorradiologia (SOBRICE) e em Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) —, com formação no Brigham and Women's Hospital e no Beth Israel Deaconess Medical Center (Harvard) e ampla produção científica em periódicos nacionais e internacionais. Consulte sua produção científica e índice de impacto (índice h) no Google Scholar e o currículo completo na Plataforma Lattes.

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