Doença arterial obstrutiva

 

 

O que é a doença arterial obstrutiva periférica?

A doença arterial obstrutiva periférica é uma condição na qual placas ateroscleróticas se desenvolvem nos vasos e levam à obstrução das artérias que levam sangue para as pernas e pés.

Quais são os sintomas da DAOP?

O sintoma típico é a claudicação intermitente. A claudicação intermitente é uma dor que ocorre em algum dos grupos musculares da perna (pode ser nádegas, coxas ou panturrilhas). Esta dor ocorre quando paciente se exercita ou caminha. Tipicamente quando a dor aparece, o paciente para a atividade física e fica em repouso por alguns minutos. Após este repouso a dor melhora. Por este motivo chama-se “intermitente”.

Isso ocorre pois alguma placa ou obstrução nas artérias mantém fluxo limitado de sangue para os músculos da perna. Ou seja, inicialmente quando o paciente está em repouso ele não sente dor pois os músculos precisam de pouco sangue. Quando ele caminha, os músculos precisam de mais oxigênio e então vem a dor. Quando o paciente fica em repouso, lentamente o oxigênio chega aos músculos.

À medida que as obstruções vão piorando, ao invés de sentir a dor em grandes esforços, o paciente apresenta dor aos pequenos esforços. Em seguida pode sentir dor em repouso e no último estágio apresentar lesões ou ulceras isquêmicas. Isto requer muita atenção pois é sinal de perda iminente do membro. Este é o princípio da classificação de Fontaine:

Estágio I – paciente assintomático

Estágio IIA – Claudicação para distâncias superiores à 200 metros

Estágio IIB – Claudicação para distâncias inferiores à 200 metros

Estágio III – Dor em repouso

Estágio IV – Necrose ou gangrena do membro.

Quais exames são realizados para o diagnóstico da DAOP?

Além do exame físico, na suspeita de DAOP podemos realizar o índice tornozelo-braço, o ultra-som Doppler arterial, a angiotomografia, angioressonância e angiografia digital.

Como deve ser tratada a DAOP?

O tratamento mais importante da DAOP é baseado nas mudanças do hábito de vida e consistem em duas medidas essenciais:

  • Parar de fumar
  • Fazer exercícios de maneira apropriada

Outras medidas iniciais imediatas devem incluir:

  • Controle da hipertensão e diabetes (quando houver)
  • Controle dos níveis de colesteros
  • Uso de agentes anti-agregação plaquetária (geralmente aspirina e/ou clopidogrel)
  • Uso de remédios de controle de colesterol.

O que mais pode ser oferecido como tratamento?

Uma das técnicas mais amplamente utilizadas é a correção endovascular das obstruções. Através de técnicas de cateterismo, realiza-se a recanalização das obstruções e faz-se a angioplastia que significa a desobstrução da artéria.

Isto pode ser feito em todas as lesões?

Com o advento dos materiais e tecnologias, pode-se fazer este tipo de tratamento na grande maioria dos casos. Entretanto obstruções muito longas podem requerer tratamento com cirurgia aberta. Ou ainda pode não haver nenhuma maneira de se desobstruir estes vasos em casos muito graves ou avançados.

Mas vale lembrar que a angioplastia só vai apresentar resultado satisfatório a longo prazo se o paciente parar de fumar, caminhar, controlar a pressão e o diabetes e tomar os remédios adequadamente.

Existe mais algum cuidado adicional para os pacientes com DAOP’?

Sim. Pacientes com DAOP devem ter cuidado máximo com os pés, principalmente se forem diabéticos.

Cuidar dos pés significa evitar qualquer trauma ou ferida nos pés. Isto significa utilizar preferencialmente tênis ou sapatos confortáveis com meias grossas de algodão. Tomar cuidado na hora de cortar as unhas dos pés e evitar utilizar chinelos em lugares onde possa haver traumatismos dos dedos.

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