Aneurisma cerebral: o que é, como é descoberto e por que precisa ser tratado

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Aneurisma cerebral: o que é, como é descoberto e por que precisa ser tratado

Aneurisma cerebral: o que é, como é descoberto e por que precisa ser tratado

Aneurisma cerebral: o que é, como é descoberto e por que precisa ser tratado

“Descobrir um aneurisma cerebral é uma experiência que muda completamente a perspectiva de vida — mesmo quando ele não causou nenhum sintoma. No Hospital Certa, sabemos que a primeira necessidade do paciente é entender o que está acontecendo. Informação clara e honesta é o ponto de partida de todo tratamento bem-sucedido.”

— Equipe médica do Hospital Certa Expert Care

“Descobri que tenho um aneurisma no cérebro” — e agora?

A descoberta de um aneurisma cerebral é, para a maioria das pessoas, inesperada e assustadora. Em muitos casos, o diagnóstico vem por acaso — durante um exame de imagem realizado por outro motivo, como investigação de dor de cabeça, tontura ou check-up neurológico. Em outros, o aneurisma é descoberto após um episódio de sangramento — a situação mais grave, que exige tratamento de urgência.

Independentemente de como chegou ao diagnóstico, o paciente com aneurisma cerebral enfrenta imediatamente uma série de perguntas urgentes: o que é isso exatamente? Corro risco imediato? Preciso operar? Existe tratamento sem cirurgia aberta?

Este post é o ponto de partida: vamos explicar o que é um aneurisma cerebral, como e por que ele se forma, quais os sintomas, como é diagnosticado e quais são as opções de tratamento disponíveis — com foco especial nos procedimentos endovasculares minimamente invasivos realizados no Hospital Certa.

O que é um aneurisma cerebral?

Um aneurisma cerebral é uma dilatação anormal na parede de uma artéria do cérebro. Imagine a parede de uma artéria como a borracha de um pneu: quando há um ponto fraco, a pressão do sangue pode causar uma protuberância naquele ponto — formando uma espécie de “bolsa” ou “balão” que se projeta para fora da artéria.

Essa bolsa aneurismática tem paredes mais finas e frágeis do que a artéria normal ao redor. Com o tempo e a pressão contínua do fluxo sanguíneo, ela pode crescer, comprimir estruturas vizinhas ou romper — causando um sangramento dentro do crânio (hemorragia subaracnóidea), que é uma emergência neurológica grave.

Os aneurismas cerebrais se formam mais frequentemente nas bifurcações das artérias — os pontos onde um vaso se divide em dois — porque nesses locais a parede arterial sofre maior estresse mecânico pelo fluxo sanguíneo.

Quão comum é o aneurisma cerebral?

Estudos de prevalência estimam que 2 a 5% da população adulta tenha algum aneurisma cerebral não roto — o que representa milhões de pessoas no Brasil. A maioria desses aneurismas é pequena, nunca causa sintomas e nunca rompe ao longo da vida.

Ao mesmo tempo, o aneurisma cerebral roto é responsável por 80 a 85% dos casos de hemorragia subaracnóidea não traumática — uma condição com mortalidade de 30 a 50% nos primeiros 30 dias e com risco de sequelas neurológicas graves nos sobreviventes. É por isso que o diagnóstico de um aneurisma não roto — mesmo assintomático — nunca deve ser ignorado.

Como e por que o aneurisma cerebral se forma?

A formação do aneurisma resulta de um enfraquecimento progressivo da parede arterial, especialmente da camada muscular média (túnica média), que é a responsável pela resistência e elasticidade do vaso. Quando essa camada se deteriora — por fatores genéticos, hemodinâmicos ou degenerativos —, a pressão pulsátil do sangue começa a dilatar aquele ponto fraco.

Os principais fatores de risco se dividem em modificáveis e não modificáveis:

Fatores não modificáveis:

  • Sexo feminino — mulheres têm prevalência 1,5 a 2 vezes maior de aneurismas cerebrais
  • Idade acima de 40 anos — a prevalência aumenta com a idade
  • Histórico familiar — ter dois ou mais parentes de primeiro grau com aneurisma aumenta significativamente o risco e indica triagem ativa
  • Doenças genéticas — doença renal policística autossômica dominante, síndrome de Ehlers-Danlos, síndrome de Marfan e displasia fibromuscular aumentam o risco

Fatores modificáveis (os mais importantes para prevenção):

  • Hipertensão arterial não controlada — principal fator de crescimento e ruptura
  • Tabagismo — dobra o risco de ruptura e é o fator modificável mais importante
  • Uso de drogas estimulantes (cocaína, anfetaminas) — causam picos hipertensivos que aumentam o risco de ruptura
  • Consumo excessivo de álcool
  • Dislipidemia e aterosclerose

Quais são os tipos de aneurisma cerebral?

Aneurisma sacular (“berry aneurysm”): o tipo mais comum — responsável por 80 a 90% dos casos. Tem formato de saco ou bolsa, com um colo que o conecta à artéria mãe. É o tipo mais frequentemente tratado por embolização com molas (coils) ou por stent diversor de fluxo.

Aneurisma fusiforme: toda a circunferência de um segmento arterial se dilata, sem um colo definido. Mais raro, geralmente associado a aterosclerose ou dissecção arterial. Frequentemente requer stent diversor de fluxo para tratamento.

Aneurisma dissecante: causado por uma laceração da parede arterial que permite a entrada de sangue entre as camadas do vaso. Pode ser espontâneo ou traumático.

Aneurisma micótico (infeccioso): raro, causado por infecção bacteriana da parede arterial — geralmente associado a endocardite.

Aneurisma cerebral tem sintomas?

A maioria dos aneurismas cerebrais não rotos não causa sintomas — especialmente quando são pequenos. É por isso que tantos pacientes são diagnosticados por acaso. Quando sintomas aparecem, podem indicar que o aneurisma está crescendo ou comprimindo estruturas próximas:

  • Dor de cabeça localizada, persistente ou de caráter diferente do habitual
  • Visão dupla (diplopia) — por compressão do nervo oculomotor
  • Queda da pálpebra (ptose) — especialmente em aneurismas da artéria comunicante posterior
  • Dilatação de uma pupila
  • Dormência ou fraqueza em um lado do rosto
  • Dificuldade para falar

⚠️ O sinal de alerta mais grave: a “pior dor de cabeça da vida”.

Uma cefaleia de início súbito e intensidade máxima — descrita pelos pacientes como “uma bomba explodindo na cabeça” — pode indicar ruptura do aneurisma.

Frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos, rigidez de nuca e perda de consciência.

É uma emergência neurológica. Ligue imediatamente para o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro.

Como o aneurisma cerebral é diagnosticado?

O diagnóstico e o planejamento do tratamento do aneurisma cerebral dependem de exames de imagem específicos. Os principais são:

Angiotomografia (angio-TC) cerebral: tomografia computadorizada com contraste que reconstrói os vasos em 3D. Rápida e amplamente disponível — geralmente o primeiro exame realizado em urgência ou para rastreamento. Detecta aneurismas a partir de 3 mm com boa precisão.

Angiorressonância (angio-RM) cerebral: ressonância magnética dos vasos cerebrais, sem radiação ionizante. Útil para acompanhamento e para pacientes que não podem receber contraste iodado.

Arteriografia cerebral (angiografia por subtração digital — ASD): o exame padrão-ouro. Cateter introduzido pela artéria femoral é guiado até as artérias cerebrais, com injeção de contraste e aquisição de imagens dinâmicas em alta resolução. Fornece as informações mais precisas sobre o tamanho, formato, colo e relação do aneurisma com os vasos vizinhos — indispensável para o planejamento cirúrgico ou endovascular.

Qual é a diferença entre tratamento endovascular e cirurgia aberta?

Existem duas abordagens principais para o tratamento do aneurisma cerebral:

Clipagem microcirúrgica (cirurgia aberta): o neurocirurgião abre o crânio (craniotomia), acessa a artéria e posiciona um clipe metálico no colo do aneurisma, isolando-o da circulação. Eficaz, mas envolve abertura do crânio, anestesia geral prolongada e recuperação mais longa.

Tratamento endovascular (“por dentro dos vasos”): o neurorradiologista intervencionista acessa o aneurisma por dentro da artéria — sem abrir o crânio — usando cateteres ultrafinos guiados por raio-X. Uma vez posicionado dentro do aneurisma, o cateter deposita o material de oclusão (molas de platina, stent diversor de fluxo ou outros dispositivos) que isola o aneurisma do fluxo sanguíneo.

O estudo ISAT (International Subarachnoid Aneurysm Trial) — o maior ensaio clínico randomizado sobre o tema — demonstrou que, para aneurismas elegíveis para ambos os tratamentos, a abordagem endovascular está associada a menor risco de morte ou dependência em 1 ano em comparação com a clipagem cirúrgica. Desde então, o tratamento endovascular tornou-se a primeira escolha para a maioria dos aneurismas cerebrais em centros especializados.

Tratamento endovascular de aneurisma cerebral no Hospital Certa

O Hospital Certa Expert Care é referência em tratamento endovascular de aneurismas cerebrais em São Paulo. Nossa equipe de radiologia intervencionista realiza embolização com molas (coils), implante de stents diversores de fluxo (flow diverters) e embolização de malformações arteriovenosas — todos os procedimentos sem abertura do crânio, com alta tecnologia de imagem e equipe com formação específica em neurorradiologia intervencionista.

Nos próximos posts desta série, vamos detalhar cada um desses procedimentos — da arteriografia cerebral que mapeia os vasos com precisão absoluta, ao passo a passo de cada técnica de tratamento endovascular disponível no Certa.

Perguntas frequentes sobre aneurisma cerebral

Todo aneurisma cerebral vai romper?

Não. A maioria dos aneurismas pequenos (menores que 7 mm) em pacientes sem fatores de risco tem risco de ruptura muito baixo — estimado em menos de 0,1% ao ano. O risco de ruptura depende do tamanho, da localização, da forma do aneurisma e dos fatores de risco do paciente. A decisão de tratar ou acompanhar é individualizada e baseada em critérios clínicos e de imagem.

Aneurisma cerebral tem cura?

Quando tratado com sucesso — por embolização endovascular ou clipagem cirúrgica —, o aneurisma é excluído da circulação e o risco de ruptura é eliminado ou drasticamente reduzido. Em alguns casos, especialmente após embolização, um acompanhamento por imagem é necessário para confirmar a oclusão completa ao longo do tempo.

Hipertensão pode causar ruptura do aneurisma?

Sim — a hipertensão arterial não controlada é o principal fator de risco modificável para crescimento e ruptura do aneurisma. O controle rigoroso da pressão arterial é parte indispensável do tratamento de qualquer paciente com aneurisma cerebral, independentemente de ser tratado ou apenas acompanhado.

Como agendar avaliação no Hospital Certa?

Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br ou pelo WhatsApp (11) 96625-5970. Nossa equipe agenda a avaliação com o especialista em radiologia intervencionista e orienta sobre os exames necessários.

O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.

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