Embolização com molas (coils): como funciona o tratamento endovascular do aneurisma cerebral
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“A embolização com molas de platina é o procedimento que transformou o tratamento do aneurisma cerebral. Desde o estudo ISAT, ela se tornou a primeira escolha para a maioria dos aneurismas elegíveis. No Hospital Certa, realizamos este procedimento com toda a tecnologia e expertise necessários para oferecer o melhor resultado com o menor risco.”
— Equipe médica do Hospital Certa Expert Care
Em 1991, o médico italiano Guido Guglielmi desenvolveu as primeiras espirais destacáveis de platina (coils ou molas) para uso clínico em aneurismas cerebrais. Era o início de uma revolução: pela primeira vez, era possível tratar um aneurisma cerebral sem abrir o crânio. Trinta anos depois, a embolização com molas é o procedimento endovascular mais realizado no mundo para tratamento de aneurismas cerebrais — sustentada por décadas de evidências científicas.
O marco definitivo veio com o estudo ISAT (International Subarachnoid Aneurysm Trial), publicado em 2002: em 2.143 pacientes com aneurisma roto elegíveis para ambos os tratamentos, a embolização mostrou redução absoluta de 7,4% no risco de morte ou dependência em 1 ano em comparação com a clipagem cirúrgica. Desde então, o tratamento endovascular tornou-se a primeira escolha para a maioria dos aneurismas em centros especializados.
As molas — também chamadas de coils ou espirais destacáveis de platina — são estruturas metálicas extremamente finas, feitas de fios de platina em forma de espiral. Quando introduzidas dentro do aneurisma por um microcateter, elas se enrolam formando um novelo denso que preenche o saco aneurismático.
A platina foi escolhida por ser biocompatível, radiopaca (visível ao raio-X) e muito maleável. As molas vêm em diferentes diâmetros e comprimentos — desde as maiores, usadas para preencher o volume principal do aneurisma, até as ultrafinas (nano-coils), usadas para completar o preenchimento em aneurismas muito pequenos ou complexos.
Hoje existem molas de segunda geração — como as molas de hidrogel expansível — que absorvem líquido e aumentam de volume após a implantação, reduzindo os espaços vazios dentro do aneurisma e diminuindo a taxa de recanalização.
O objetivo da embolização é excluir o aneurisma da circulação sanguínea — ou seja, fazer com que o sangue não entre mais no interior da bolsa aneurismática. O mecanismo ocorre em três etapas:
O procedimento é realizado em sala de hemodinâmica, sob anestesia geral (necessária para garantir imobilidade absoluta durante a manipulação dos microcateteres nos vasos cerebrais):
Em aneurismas com colo largo (≥ 4 mm ou relação colo/fundo desfavorável), as molas podem ter tendência a escapar para dentro da artéria mãe durante o implante. Para esses casos, existem técnicas assistidas:
Embolização assistida por balão (remodeling): um balão é temporariamente inflado na frente do colo do aneurisma durante a implantação das molas, servindo como “molde” que mantém as espirais dentro do saco aneurismático. O balão é desinflado após cada mola.
Embolização assistida por stent: um stent intracraniano de baixa densidade é posicionado na artéria mãe cobrindo o colo do aneurisma. O stent serve de suporte para as molas, impedindo sua protrusão para a artéria. É necessário anticoagulação e antiagregação dupla (dois antiagregantes plaquetários) antes e após o procedimento.
A principal limitação da embolização simples com molas é a taxa de recanalização — especialmente em aneurismas grandes, de colo largo ou fusiformes. Para esses casos, o stent diversor de fluxo oferece resultados superiores, como veremos no próximo post da série.
O Hospital Certa Expert Care realiza embolização de aneurismas cerebrais com molas de platina com equipamento de fluoroscopia digital de última geração e reconstrução angiográfica 3D. Nossa equipe de radiologia intervencionista utiliza todas as técnicas disponíveis — embolização simples, assistida por balão e assistida por stent — escolhendo a mais adequada para a anatomia de cada aneurisma.
Sim — as espirais de platina são permanentes. São biocompatíveis e não causam reação inflamatória ou toxicidade. Com o tempo, são incorporadas ao trombo que ocupa o aneurisma e recobertos pela endotelização no colo. Não há necessidade de retirá-las.
O risco de complicação neurológica é baixo em centros experientes. As principais complicações são trombose (por coágulo que migra para artérias cerebrais) e, raramente, ruptura do aneurisma durante o procedimento. O risco global de complicação permanente com impacto neurológico é de 2 a 4% nas melhores séries publicadas.
O procedimento dura em média 2 a 4 horas, dependendo da complexidade do aneurisma e do número de molas necessárias. Aneurismas maiores ou com anatomia desfavorável podem requerer mais tempo.
Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br ou pelo WhatsApp (11) 96625-5970.
O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.
Embolização com molas (coils): como funciona o tratamento endovascular do aneurisma cerebral
