Fiz fisioterapia e ainda tenho dor no cotovelo: o que acontece na epicondilite crônica e qual é o próximo passo?
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“A epicondilite que não responde à fisioterapia não é falha do paciente — é um sinal de que o tendão entrou em um processo degenerativo que exige uma abordagem diferente. No Hospital Certa, temos recursos para tratar exatamente esses casos.”
— Equipe médica do Hospital Certa Expert Care
A epicondilite lateral — o popular “cotovelo de tenista” — e a epicondilite medial (“cotovelo de golfista”) são condições que afetam os tendões que conectam os músculos do antebraço ao cotovelo. A fisioterapia é, de fato, a primeira e principal abordagem — e funciona bem para a maioria dos pacientes quando o diagnóstico é precoce.
Mas existe um subgrupo expressivo de pacientes que faz fisioterapia por semanas ou meses, melhora parcialmente, e continua com dor ao segurar objetos, girar o punho, apertar a mão ou fazer movimentos simples do dia a dia. Se você está nesse grupo, este post foi escrito para você.
A persistência da dor após fisioterapia tem uma explicação fisiopatológica clara — e entendê-la é o primeiro passo para sair do ciclo de dor.
O sufixo “-ite” sugere inflamação. Mas estudos de análise tecidual mostram que, na epicondilite crônica, o que predomina não é inflamação aguda — é degeneração do tendão. O tecido tendinoso, em vez de se inflamar e cicatrizar normalmente, entra em um processo chamado tendinose: as fibras de colágeno se desorganizam, surgem vasos sanguíneos anormais (neovascularização), os nervos sensitivos crescem junto a esses vasos — e a dor persiste mesmo sem atividade intensa.
Esse processo degenerativo — a tendinose — responde de forma limitada aos exercícios e ao repouso isolados. O tendão degenerado precisa de um estímulo diferente para reorganizar suas fibras e reduzir a hiperatividade nervosa local.
A epicondilite é considerada crônica quando os sintomas persistem por mais de 3 meses, especialmente após tratamento conservador adequado. Os sinais de cronificação incluem:
Na epicondilite crônica, o tendão acometido — geralmente a origem do extensor radial curto do carpo na epicondilite lateral, ou dos flexores do punho na medial — apresenta alterações estruturais visíveis ao exame de imagem:
Esse conjunto de alterações explica por que a dor continua mesmo com repouso e fisioterapia: o problema não é mais inflamatório — é estrutural e neurovascular. E é exatamente sobre esses mecanismos que os procedimentos intervencionistas atuam.
Quando a epicondilite persiste após fisioterapia bem conduzida, o manejo avança para abordagens intervencionistas. As principais são:
Infiltração com corticoide: ação anti-inflamatória rápida, indicada para alívio de crises de dor intensa. Efeito de curta duração — e uso limitado para não prejudicar o tendão.
Infiltração com agulhamento seco (needling): a agulha é usada para criar microlesões controladas no tendão degenerado, estimulando o processo natural de cicatrização e reorganização das fibras de colágeno.
Ondas de choque extracorpóreas: pulsos de energia mecânica aplicados externamente, que estimulam a regeneração tendinosa e reduzem a hipersensibilidade nervosa local. Boa evidência para epicondilite crônica refratária.
⚠️ Uma nota importante sobre o PRP na epicondilite:
O plasma rico em plaquetas (PRP) é frequentemente citado para epicondilite, mas as evidências ainda são heterogêneas. Alguns estudos mostram benefício em seguimento de 1 a 2 anos, outros não demonstram superioridade sobre o agulhamento seco. A equipe do Certa avalia cada caso individualmente para indicar a abordagem com melhor evidência disponível.
A infiltração ou o agulhamento guiado por imagem são indicados quando:
A epicondilite crônica envolve alterações muito localizadas no tendão — às vezes em apenas alguns milímetros de tecido degenerado. Uma infiltração ou agulhamento realizados “às cegas”, apenas com referências externas, pode não atingir exatamente o tecido-alvo.
No Hospital Certa, todos os procedimentos para epicondilite são realizados com guia por ultrassom em tempo real — permitindo visualizar o tendão, identificar com precisão a área de tendinose e direcionar a agulha exatamente onde o tratamento precisa chegar.
Depende do procedimento e do grau de degeneração. A infiltração com corticoide oferece alívio rápido (dias), mas de curta duração. O agulhamento seco e as ondas de choque têm efeito mais gradual — começa em 2 a 6 semanas e melhora progressivamente ao longo de 3 a 6 meses, especialmente combinado com fisioterapia após o procedimento.
Na maioria dos casos, não. O procedimento é ambulatorial e o paciente retorna para casa no mesmo dia. Atividades de escritório podem ser retomadas em 24 a 48 horas. Atividades que sobrecarregam o cotovelo devem aguardar orientação médica — geralmente 1 a 2 semanas.
Pode, especialmente se os fatores que causaram a sobrecarga do tendão não forem corrigidos — postura, técnica esportiva, ergonomia no trabalho. O procedimento trata o tendão, mas a prevenção de recaída exige mudança de hábito e manutenção da fisioterapia após o alívio.
Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br. Nossa equipe agenda a avaliação com o especialista em radiologia intervencionista e orienta sobre os exames necessários.
O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.
Fiz fisioterapia e ainda tenho dor no cotovelo: o que acontece na epicondilite crônica e qual é o próximo passo?
