HPB Não Tratada Pode Causar Dano Irreversível à Bexiga e aos Rins — E Isso Acontece Silenciosamente
Conteúdos e materiais
“Dói, mas dá para aguentar.” “É só acordar uma ou duas vezes à noite para urinar.” “Jato fraco sempre foi assim.” Essas frases descrevem a realidade de milhões de homens com hiperplasia prostática benigna que, por anos, convivem com os sintomas sem buscar tratamento — muitas vezes porque não sabem que a obstrução crônica causada pela HPB não tratada pode causar danos permanentes à bexiga e aos rins.
O problema com a HPB é que ela progride silenciosamente. Os sintomas pioram de forma tão gradual que o organismo se adapta. O homem acostuma a urinar mais vezes, a acordar à noite, a empurrar o jato. E enquanto isso, por dentro, a pressão crônica da obstrução vai deteriorando a musculatura da bexiga e sobrecarregando os rins — muitas vezes de forma irreversível. O Hospital Certa explica essa cascata de complicações para que nenhum paciente chegue tarde demais.
A bexiga é um órgão muscular cuja função é armazenar e expelir a urina. Quando a próstata obstrui a passagem da urina, a bexiga precisa trabalhar muito mais para vencer essa resistência. Esse esforço excessivo e crônico desencadeia uma sequência progressiva de alterações:
Nos primeiros anos, o músculo detrusor (músculo da bexiga) responde à obstrução hipertrofiando — ficando mais espesso e forte para vencer a resistência prostática. A bexiga fica trabeculada (com aspecto irregular na ultrassonografia), mas ainda se contrai com eficiência. Nesta fase, o dano ainda pode ser revertido com o tratamento adequado.
Com o tempo, a pressão crônica dentro da bexiga força a formação de divertículos vesicais — bolsas de mucosa que hernieiam para fora pela parede muscular enfraquecida. Esses divertículos retêm urina estagnada, favorecendo infecções e cálculos. Geralmente são permanentes e podem requerer cirurgia.
Este é o estágio mais grave e mais temido: a bexiga hipocontrátil, ou falência vesical. Ocorre quando a hiperdistensão crônica gera isquemia do músculo detrusor — falta de oxigênio por compressão dos vasos sanguíneos da parede vesical. Com o tempo, o músculo é progressivamente substituído por colágeno — tecido fibroso sem capacidade contrátil. A bexiga não consegue mais se esvaziar adequadamente, mesmo após o tratamento da obstrução. Em casos avançados, o paciente precisa de cateterismo intermitente permanente para o resto da vida.
A falência vesical por bexiga hipocontrátil é irreversível. Mesmo que a obstrução prostática seja tratada com sucesso, a bexiga que perdeu sua musculatura funcional não se recupera. Por isso, a janela de tratamento é crítica: esperar demais pode significar resolver o problema da próstata e descobrir que a bexiga já não funciona mais.
Na falência vesical avançada, a bexiga superdistendida começa a perder urina involuntariamente em gotejamento contínuo — a chamada incontinência por transbordamento. O homem não consegue urinar de forma voluntária e eficiente, mas perde urina constantemente. É uma condição de impacto devastador sobre a qualidade de vida e a dignidade do paciente.
Os rins produzem urina continuamente. Quando a bexiga obstruída não se esvazia adequadamente, a pressão intravesical aumenta. Essa pressão é transmitida de forma retrógrada pelos ureteres até os rins — um fenômeno chamado uropatia obstrutiva.
Quando a pressão retrógrada se mantém por tempo suficiente, os ureteres e as pelves renais dilatam — surgindo a hidronefrose. Se aliviada rapidamente com o tratamento da obstrução, a hidronefrose é reversível. Mas se a obstrução persiste por meses ou anos, o tecido renal ativo vai sendo progressivamente comprimido e substituído — levando à perda irreversível de função.
Em pacientes com HPB não tratada ou inadequadamente tratada por anos, a pressão crônica sobre os rins pode evoluir para insuficiência renal crônica — com elevação progressiva da creatinina sérica. Em casos avançados, pode ser necessária hemodiálise. O dado mais assustador: alguns pacientes já chegam ao diagnóstico inicial da HPB com insuficiência renal estabelecida, porque nunca deram atenção aos sintomas urinários.
A insuficiência renal causada por HPB crônica pode ser parcialmente ou totalmente irreversível. Tratar a próstata neste estágio resolve a obstrução — mas o dano renal já instalado pode não se recuperar. Nefrologistas que recebem esses pacientes frequentemente lamentam: “Se tivesse vindo antes, os rins ainda estariam funcionando.”
Além dos sintomas urinários clássicos, alguns sinais específicos indicam que a doença pode já estar causando dano estrutural à bexiga ou aos rins:
Importante: a gravidade dos sintomas urinários NÃO se correlaciona necessariamente com o grau de dano interno. Um homem pode ter sintomas leves e já apresentar divertículos ou hidronefrose. Por isso, a avaliação por imagem — ultrassonografia com medida de resíduo pós-miccional — é indispensável para o estadiamento real da doença, independentemente de como o paciente se sente.
O protocolo de avaliação do Hospital Certa para pacientes com HPB inclui:
O objetivo não é apenas aliviar os sintomas. É proteger a bexiga e os rins do paciente enquanto ainda há tempo de fazê-lo.
O Hospital Certa Expert Care é reconhecido como um dos centros pioneiros no Brasil em procedimentos minimamente invasivos. Com estrutura de hospital-dia, tecnologia de última geração e um modelo de atendimento humanizado, o Certa nasceu com uma missão clara: tornar os tratamentos mais avançados acessíveis e compreensíveis para todos os pacientes.
À frente desse projeto está o Prof. Dr. Denis Szejnfeld (CRM 108.885), médico com graduação pela Santa Casa de São Paulo, residência em Radiologia pela Unifesp, especialização em Radiologia Intervencionista pela USP e formação em procedimentos minimamente invasivos em Harvard (Brigham and Women's Hospital e Beth Israel Deaconess Medical Center). Possui doutorado pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular.
O Dr. Denis é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Foi presidente da SOBRICE no biênio 2023–2024 e é autor de publicações científicas em periódicos nacionais e internacionais, incluindo a revista da Sociedade Europeia de Radiologia Intervencionista (CVIR). Sua produção acadêmica completa está disponível no Google Scholar e no Currículo Lattes (CNPq).
Mais do que títulos e publicações, o Dr. Denis carrega uma convicção: a radiologia intervencionista precisa chegar ao conhecimento e ao alcance de todos. Essa visão se reflete nas centenas de avaliações cinco estrelas no Google feitas por pacientes que encontraram no Certa não apenas um tratamento de excelência, mas um atendimento que respeita, acolhe e informa.
“O Hospital Certa é um centro pioneiro de medicina minimamente invasiva. Nossa missão é levar atendimento cada vez mais personalizado, com maior qualidade e humanizado.”
— Prof. Dr. Denis Szejnfeld, Diretor Clínico do Hospital Certa
(11) 2548-6265 WhatsApp: (11) 96625-5970
www.hospitalcerta.com.br
Conteúdo elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld — Diretor Clínico do Hospital Certa Expert Care, Professor Afiliado da Unifesp e ex-Presidente da SOBRICE (2023–2024).
HPB Não Tratada Pode Causar Dano Irreversível à Bexiga e aos Rins — E Isso Acontece Silenciosamente
