HPB Tem Cura Definitiva? O Que Dizem os Dados Reais de Longo Prazo Sobre Embolização, Ablação e RTU
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Esta é uma das perguntas mais honestas — e mais importantes — que um paciente pode fazer antes de decidir por um tratamento: “O resultado vai durar? Ou os sintomas voltam com o tempo?” A resposta exige honestidade clínica. E o Hospital Certa acredita que um paciente bem informado é um paciente que toma decisões melhores.
A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma condição crônica, ligada ao envelhecimento e a fatores hormonais. Nenhum tratamento atualmente disponível — seja medicamentoso, minimamente invasivo ou cirúrgico — elimina completamente o risco de recidiva dos sintomas ao longo dos anos. Mas as taxas variam muito entre as técnicas, e entender essa diferença é essencial para uma escolha consciente.
A HPB não é causada por um corpo estranho que se remove e some. É o resultado de um processo biológico ativo e contínuo: o tecido prostático — especialmente o adenoma, a parte que cresce e causa a obstrução — se desenvolve sob influência hormonal ao longo de toda a vida do homem.
Isso explica dois fenômenos importantes:
A distinção fundamental entre os tratamentos não é “qual cura definitivamente” — nenhum garante isso. A distinção é: qual trata o maior volume de tecido de forma mais completa, reduzindo ao máximo a probabilidade de os sintomas retornarem em 5, 10 ou 15 anos.
Veja o que a literatura científica mostra sobre a necessidade de novo tratamento ao longo do tempo para cada abordagem:
| Tratamento | Taxa de reintervenção em 2 anos | Taxa de reintervenção em 5 anos | Taxa de reintervenção em 10 anos |
|---|---|---|---|
| Embolização (EAP) | ~10% | ~20% | ~60% (dados de referência mundial — Prof. Bilhim, Lisboa) |
| Ablação Transperineal (TPLA) | Baixa (dados em seguimento) | Dados em consolidação — registro internacional em curso | Sem dados de 10 anos ainda disponíveis |
| RTU (Ressecção Transuretral) | ~5% | ~7% | Crescente — novo adenoma pode se formar a partir de 5 anos |
| HoLEP (Enucleação a Laser) | < 1% | 0 a 4% | Menor taxa da literatura — mas ejaculação retrógrada em até 90% e incontinência temporária relevante |
Os dados acima são provenientes de estudos publicados na literatura científica internacional. Os números de reintervenção representam a necessidade de novo procedimento — seja repetição do mesmo tratamento, migração para outra técnica ou uso de medicação. Os dados da ablação transperineal para HPB ainda estão em fase de consolidação, pois é uma tecnologia mais recente com seguimento de médio prazo disponível.
O maior estudo de longo prazo sobre embolização das artérias prostáticas (EAP), conduzido pelo grupo do Prof. Tiago Bilhim em Lisboa — um dos centros com maior casuística mundial —, avaliou 1.262 pacientes ao longo de 10 anos. Os resultados mostram uma taxa de reintervenção de 10% aos 2 anos, 20% aos 5 anos e 60% aos 10 anos. Isso significa que, em uma década, a maioria dos pacientes necessitará de alguma forma de novo tratamento — seja uma nova embolização (8-10%), medicação ou procedimento cirúrgico.
Esses números não desqualificam a embolização — especialmente para pacientes que precisam evitar cirurgia, têm próstatas muito grandes ou desejam preservar absolutamente a função sexual. A embolização continua sendo uma opção valiosa com excelente perfil de segurança. Mas é importante que o paciente saiba desde o início que poderá precisar de novo tratamento em algum momento, o que não é uma falha — é a natureza da doença.
A ablação transperineal (TPLA) é uma tecnologia relativamente recente para HPB. Os estudos prospectivos disponíveis mostram melhora significativa do IPSS, do fluxo urinário e da qualidade de vida em 12 meses, com perfil de segurança excelente e preservação da função sexual. Um registro internacional prospectivo com 10 anos de seguimento planejado está em andamento (ClinicalTrials.gov), o que nos dará em breve dados robustos de longo prazo.
O mecanismo de ação — destruição do tecido prostático por energia térmica aplicada de fora para dentro — sugere que, como todo tratamento que não remove o adenoma na íntegra, a recidiva ao longo de anos é biologicamente possível. A vantagem é que, se necessário, o procedimento pode ser repetido com o mesmo perfil de baixo risco e sem cirurgia.
A RTU (Ressecção Transuretral da Próstata) tem taxas de reintervenção de cerca de 5% em 1 ano e 7% em 3 anos — números relativamente baixos no médio prazo. Entretanto, a RTU remove apenas parte do adenoma, e o tecido remanescente pode ser revitalizado com o tempo. A partir de 5 anos, um novo adenoma pode se formar no tecido restante, gerando recidiva dos sintomas.
Isso não é uma falha da técnica — é a limitação inerente de qualquer procedimento que não remove o adenoma em sua totalidade. Por isso, mesmo após a RTU, o acompanhamento urológico periódico é indispensável.
Para fins de completude e honestidade científica, é importante mencionar que o tratamento com as menores taxas de reintervenção documentadas na literatura é o HoLEP (Holmium Laser Enucleation of the Prostate) — uma cirurgia transuretral endoscópica que remove o adenoma prostático na sua quase totalidade. Estudos com seguimento de 4 a 7 anos mostram taxas de reintervenção de apenas 0 a 4% — as menores da literatura, reconhecidas pelas diretrizes da EAU e da AUA com evidência nível 1a.
Porém — e este ponto é fundamental —, essa durabilidade vem acompanhada de efeitos colaterais significativos que impactam diretamente a qualidade de vida do paciente:
Aqui reside o cerne da decisão clínica para cada paciente: durabilidade máxima versus qualidade de vida preservada. Um homem que acima de tudo quer não precisar de novo tratamento nos próximos 10 a 15 anos — e aceita perder a ejaculação anterógrada e enfrentar um período de recuperação mais longo — pode se beneficiar do HoLEP. Já o homem que valoriza a preservação da função sexual, deseja evitar anestesia geral e quer uma recuperação rápida — e compreende que poderá precisar de novo procedimento minimamente invasivo em alguns anos — encontra na embolização e na ablação transperineal um conjunto de vantagens que o HoLEP simplesmente não oferece.
O HoLEP não é um procedimento realizado no Hospital Certa. Mencionamos aqui por honestidade clínica e para que o paciente tenha uma visão completa do cenário terapêutico. A escolha entre durabilidade e qualidade de vida é pessoal — e a equipe do Certa está aqui para ajudar cada paciente a tomar a decisão mais alinhada com seus valores e prioridades.
A pergunta “qual é o tratamento definitivo para HPB?” parte de uma premissa que precisa ser revisada. HPB não é como um apêndice que se remove e nunca mais volta. É uma condição crônica e progressiva — como a hipertensão ou o diabetes — que exige acompanhamento ao longo da vida, independentemente do tratamento escolhido.
A escolha do tratamento deve equilibrar quatro fatores:
Um homem de 65 anos com próstata de 80g que prioriza preservar a ejaculação e evitar cirurgia pode se beneficiar muito da embolização — mesmo sabendo que poderá precisar de novo procedimento em 10 anos. Um homem de 55 anos com sintomas graves que aceita uma cirurgia endoscópica pode ser melhor servido pelo HoLEP. Não há resposta universal — há a resposta certa para cada paciente.
O Hospital Certa Expert Care é reconhecido como um dos centros pioneiros no Brasil em procedimentos minimamente invasivos. Com estrutura de hospital-dia, tecnologia de última geração e um modelo de atendimento humanizado, o Certa nasceu com uma missão clara: tornar os tratamentos mais avançados acessíveis e compreensíveis para todos os pacientes.
À frente desse projeto está o Prof. Dr. Denis Szejnfeld (CRM 108.885), médico com graduação pela Santa Casa de São Paulo, residência em Radiologia pela Unifesp, especialização em Radiologia Intervencionista pela USP e formação em procedimentos minimamente invasivos em Harvard (Brigham and Women’s Hospital e Beth Israel Deaconess Medical Center). Possui doutorado pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular.
O Dr. Denis é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Foi presidente da SOBRICE no biênio 2023–2024 e é autor de publicações científicas em periódicos nacionais e internacionais, incluindo a revista da Sociedade Europeia de Radiologia Intervencionista (CVIR). Sua produção acadêmica completa está disponível no Google Scholar e no Currículo Lattes (CNPq).
Mais do que títulos e publicações, o Dr. Denis carrega uma convicção: a radiologia intervencionista precisa chegar ao conhecimento e ao alcance de todos. Essa visão se reflete nas centenas de avaliações cinco estrelas no Google feitas por pacientes que encontraram no Certa não apenas um tratamento de excelência, mas um atendimento que respeita, acolhe e informa.
“O Hospital Certa é um centro pioneiro de medicina minimamente invasiva. Nossa missão é levar atendimento cada vez mais personalizado, com maior qualidade e humanizado.”
— Prof. Dr. Denis Szejnfeld, Diretor Clínico do Hospital Certa
(11) 2548-6265 WhatsApp: (11) 96625-5970
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Conteúdo elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld — Diretor Clínico do Hospital Certa Expert Care, Professor Afiliado da Unifesp e ex-Presidente da SOBRICE (2023–2024).
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