Não Posso Operar: Como a Embolização da Próstata Trata HPB em Pacientes com Comorbidades e Sonda Vesical

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Não Posso Operar: Como a Embolização da Próstata Trata HPB em Pacientes com Comorbidades e Sonda Vesical

Não Posso Operar: Como a Embolização da Próstata Trata HPB em Pacientes com Comorbidades e Sonda Vesical

Não Posso Operar: Como a Embolização da Próstata Trata HPB em Pacientes com Comorbidades e Sonda Vesical

Um homem de 78 anos. Insuficiência cardíaca compensada. Em uso de anticoagulante após colocação de stent coronariano. Próstata de 180 gramas. Retenção urinária completa há três meses — com sonda vesical de demora que não sai mais. O urologista diz que a cirurgia convencional é contraindicada pelo risco anestésico. A família pergunta: e agora? Ele vai ficar com sonda para sempre?

Não necessariamente. Para esse paciente — e para milhares como ele —, a embolização das artérias prostáticas (EAP) representa uma alternativa real, segura e com resultados comprovados. No Hospital Certa, esse perfil de paciente — idoso, com múltiplas comorbidades, dependente de sonda — não é visto como um caso sem solução. É exatamente o paciente para quem a embolização foi originalmente desenvolvida.

A Armadilha do “Não Posso Operar” — E o Que Ela Omite

Quando um paciente ouve que “não pode ser operado”, essa afirmação quase sempre se refere a um procedimento que exige anestesia geral, internação hospitalar e manipulação endoscópica ou cirúrgica de grande porte — como a RTU (ressecção transuretral) ou a prostatectomia aberta. O risco de mortalidade e complicações graves nessas condições é real e justifica a contraindicação.

Mas a embolização da próstata é um procedimento de outra natureza. Ela é realizada com anestesia local ou sedação leve, por punção de 2 mm na virilha ou no pulso, sem cortes, sem entrar na uretra e sem internação. O perfil de risco é radicalmente diferente — e é exatamente por isso que ela foi concebida, desde os seus primeiros casos em 2008, para tratar pacientes que não podiam ser submetidos à cirurgia.

A embolização da próstata nasceu da necessidade clínica de tratar pacientes em retenção urinária e alto risco cirúrgico. Os primeiros casos realizados no Brasil, no HC-USP em 2008, incluíam pacientes dependentes de sonda que não tinham alternativa cirúrgica. Essa é a vocação original do procedimento.

Por Que a Embolização É Segura em Pacientes de Alto Risco Cirúrgico

A segurança da embolização em pacientes com comorbidades severas decorre de características intrínsecas ao procedimento:

Sem anestesia geral

A embolização é realizada com anestesia local na punção de acesso (virilha ou pulso) e, quando necessário, sedação leve e controlada. Não há intubação traqueal, não há relaxamento muscular farmacológico, não há os riscos cardíacos e respiratórios associados à anestesia geral. Isso elimina a principal barreira para pacientes com insuficiência cardíaca, DPOC, apneia do sono e fragilidade respiratória.

Sem internação hospitalar

O procedimento é realizado em regime de hospital-dia. O paciente chega, realiza a embolização, fica em observação por 4 a 6 horas e retorna para casa no mesmo dia. Não há os riscos associados à internação prolongada — infecções hospitalares, trombose venosa profunda, pneumonia hospitalar —, especialmente relevantes em pacientes idosos e imunologicamente vulneráveis.

Compatível com anticoagulação e antiagregação

Pacientes em uso de anticoagulantes (como warfarina, rivaroxabana, apixabana) ou antiagregantes plaquetários (como AAS e clopidogrel) — frequentemente em uso por condições cardíacas — representam um risco hemorrágico significativo em cirurgias convencionais, que exigem suspensão dessas medicações por dias ou semanas. Na embolização, o acesso vascular é mínimo (punção de 2 mm) e, na maioria dos casos, o anticoagulante pode ser mantido ou tem sua suspensão limitada ao mínimo necessário, com reinício precoce pós-procedimento. A literatura científica documenta estudos com pacientes em anticoagulação submetidos com sucesso à embolização prostática.

Sem limite de volume prostático

A cirurgia convencional tem restrições técnicas de volume: próstatas acima de 80–100g frequentemente exigem cirurgia aberta. A embolização não tem esse limite — estudos publicados incluem próstatas de 80 a 557 cm³, com taxas de sucesso consistentemente elevadas. Pacientes com próstatas gigantes — que representam o maior desafio cirúrgico — são, paradoxalmente, candidatos ideais à embolização.

O Paciente Com Sonda Vesical de Demora: Uma Prioridade da Embolização

Viver com sonda vesical de demora é uma condição que compromete profundamente a qualidade de vida: restrições de mobilidade, risco permanente de infecção urinária, desconforto, constrangimento social e impacto psicológico significativo. Para o paciente que chegou a esse estágio sem poder ser operado, a sonda pode parecer uma sentença definitiva.

Mas os dados científicos mostram uma realidade diferente — e muito mais animadora:

  • Em estudo publicado no Journal of Vascular and Interventional Radiology com 154 pacientes em retenção urinária e dependência de sonda: 92,1% conseguiram urinar espontaneamente após a embolização, com retirada bem-sucedida da sonda nos primeiros 30 dias. Às taxas de 90,3% aos 3 meses e 80,6% aos 12 meses de seguimento permaneciam sem sonda.
  • Em estudo multicêntrico com 1.075 pacientes publicado no mesmo periódico: 94% dos pacientes com sonda vesical na inclusão estavam livres de sonda após 3 meses. O IPSS (índice de sintomas) caiu de mediana de 23 para 6 no primeiro ano.
  • Em estudo específico para pacientes com comorbidades graves e próstatas acima de 80g: 86,7% ficaram livres de sonda em média de 18 dias após a embolização, com melhora significativa da qualidade de vida.

Esses dados correspondem a estudos em pacientes com perfil clínico complexo — idosos, múltiplas comorbidades, uso de anticoagulantes, próstatas volumosas — exatamente os casos que não têm alternativa cirúrgica. É para eles que a embolização faz maior diferença.

Comorbidades Frequentes: Como a Embolização Se Comporta em Cada Cenário

  • Insuficiência cardíaca — Risco para Cirurgia Convencional: Alto risco anestésico — descompensação perioperatória. Embolização (EAP): Anestesia local — sem risco cardíaco anestésico.
  • Anticoagulação / antiagregação — Risco de sangramento — suspensão obrigatória. Embolização: Pode ser mantida na maioria dos casos.
  • Idade avançada (>80 anos) — Fragilidade — maior mortalidade perioperatória. Embolização: Bem tolerada — estudos incluem pacientes >90 anos.
  • Insuficiência respiratória / DPOC — Anestesia geral contraindica — risco de ventilação. Embolização: Sedação leve ou anestesia local.
  • Diabetes descompensada — Risco de infecção, cicatrização e instabilidade glicêmica. Embolização: Procedimento de curta duração — menor exposição.
  • Insuficiência renal moderada — Risco aumentado com anestesia geral. Embolização: Avaliar dose de contraste — possível com hidratação.
  • Obesidade mórbida — Risco anestésico e cirúrgico elevado. Embolização: Anestesia local — sem impacto do IMC no procedimento.
  • Uso de sonda vesical de demora — Condição que exige cirurgia sob risco — ou perpetua a sonda. Embolização: Indicação principal — 94% de sucesso na retirada da sonda.

Quando a Embolização Não É Indicada — A Honestidade Que Faz Diferença

Mesmo sendo o procedimento com o perfil de segurança mais favorável para pacientes de alto risco, a embolização tem suas contraindicações:

  • Câncer de próstata ativo não tratado — contraindicação absoluta
  • Alergia grave ao contraste iodado — pode ser contornada com pré-medicação em casos selecionados
  • Insuficiência renal grave — avaliar dose de contraste e benefício/risco individualmente
  • Anatomia vascular desfavorável (artérias ilíacas ocluídas ou muito tortuosas) — pode inviabilizar o acesso; avaliado por angiotomografia pré-procedimento
  • Infecção urinária ativa não tratada — requer antibioticoterapia prévia ao procedimento
  • Retenção urinária por causa neurogênica — a embolização trata a obstrução prostática, não a bexiga neurogênica

A avaliação pré-procedimento no Hospital Certa inclui exames da pelve para planejamento vascular, dosagem de creatinina, PSA e exclusão de neoplasia prostática — garantindo que o procedimento seja realizado nos candidatos corretos com máxima segurança.

Como É o Processo no Hospital Certa Para Esses Pacientes

  1. Consulta de avaliação com revisão completa das comorbidades, medicações em uso e exames recentes
  2. Angiotomografia pélvica para planejamento vascular individualizado e avaliação da anatomia arterial
  3. Exclusão de neoplasia prostática (PSA, ressonância multiparamétrica e biópsia quando indicada)
  4. Embolização realizada com anestesia local ou sedação mínima — sem internação
  5. Alta no mesmo dia com antibioticoterapia profilática e orientações
  6. Tentativa de retirada da sonda em 3 a 7 dias após o procedimento
  7. Acompanhamento com urofluxometria e ultrassonografia para monitorar o resultado

Hospital Certa e Dr. Denis Szejnfeld: Pioneirismo a Serviço dos Pacientes

O Hospital Certa Expert Care é reconhecido como um dos centros pioneiros no Brasil em procedimentos minimamente invasivos. Com estrutura de hospital-dia, tecnologia de última geração e um modelo de atendimento humanizado, o Certa nasceu com uma missão clara: tornar os tratamentos mais avançados acessíveis e compreensíveis para todos os pacientes — inclusive aqueles que outros serviços considerariam sem opção.

À frente desse projeto está o Prof. Dr. Denis Szejnfeld (CRM 108.885), médico com graduação pela Santa Casa de São Paulo, residência em Radiologia pela Unifesp, especialização em Radiologia Intervencionista pela USP e formação em procedimentos minimamente invasivos em Harvard (Brigham and Women’s Hospital e Beth Israel Deaconess Medical Center). Possui doutorado pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular.

O Dr. Denis é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Foi presidente da SOBRICE no biênio 2023–2024 e é autor de publicações científicas em periódicos nacionais e internacionais, incluindo a revista da Sociedade Europeia de Radiologia Intervencionista (CVIR). Sua produção acadêmica completa está disponível no Google Scholar e no Currículo Lattes (CNPq).

Mais do que títulos e publicações, o Dr. Denis carrega uma convicção: a radiologia intervencionista precisa chegar ao conhecimento e ao alcance de todos. Essa visão se reflete nas centenas de avaliações cinco estrelas no Google feitas por pacientes que encontraram no Certa não apenas um tratamento de excelência, mas um atendimento que respeita, acolhe e informa.

“O Hospital Certa é um centro pioneiro de medicina minimamente invasiva. Nossa missão é levar atendimento cada vez mais personalizado, com maior qualidade e humanizado.”
— Prof. Dr. Denis Szejnfeld, Diretor Clínico do Hospital Certa

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(11) 2548-6265 WhatsApp: (11) 96625-5970
www.hospitalcerta.com.br

Conteúdo elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld — Diretor Clínico do Hospital Certa Expert Care, Professor Afiliado da Unifesp e ex-Presidente da SOBRICE (2023–2024).

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