Tratamento da Próstata e Fertilidade Masculina: O Que Nenhum Médico Te Conta Antes da Cirurgia
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Imagine um homem de 48 anos. Diagnosticado com hiperplasia prostática benigna. Sintomas urinários moderados que já comprometem sua qualidade de vida. O urologista indica um procedimento. Mas há um detalhe que ficou na conversa: ele e a parceira ainda planejam ter filhos.
Esse cenário é mais comum do que parece. Com o adiamento da paternidade — tendência crescente no Brasil e no mundo —, homens de 40, 45 e até 55 anos com HPB frequentemente ainda têm planos reprodutivos ativos. E a escolha do tratamento pode determinar, de forma permanente e irreversível, se esse projeto de vida será possível ou não.
O Hospital Certa aborda esse tema com a seriedade que ele merece: clareza clínica, sem eufemismos, para que cada paciente tome sua decisão com plena consciência das consequências.
A próstata não é apenas uma glândula que pode crescer e obstruir a urina. Ela é uma peça central no aparelho reprodutor masculino: produz parte do líquido seminal que nutre, protege e transporta os espermatozoides até o óvulo. Mas mais do que isso, ela participa ativamente do mecanismo de ejaculação anterógrada — o processo pelo qual o sêmen é expelido pelo pênis durante o orgasmo, chegando ao trato reprodutivo feminino.
Qualquer intervenção na próstata que danifique ou altere o esfíncter uretral interno — a estrutura responsável por direcionar o sêmen para fora, e não de volta para a bexiga — pode resultar em ejaculação retrógrada. E ejaculação retrógrada significa, na prática, impossibilidade de gravidez natural.
Na ejaculação retrógrada, o sêmen — em vez de percorrer a uretra e ser expelido pelo pênis — flui para trás, em direção à bexiga. O homem atinge o orgasmo normalmente, mas ejacuela pouco ou nenhum sêmen. A urina posterior ao orgasmo pode aparecer turva, pela presença de espermatozoides.
Por que isso torna a gravidez natural impossível:
Atenção: a ejaculação retrógrada não interfere na ereção, no orgasmo nem na sensação de prazer. O homem sente o orgasmo normalmente — mas não ejaculla sêmen. Por isso, muitos pacientes só descobrem o impacto sobre a fertilidade quando tentam, sem sucesso, conceber naturalmente após o procedimento.
A distinção é clara e deve ser comunicada pelo médico antes de qualquer decisão:
| Tratamento | Ejaculação Anterógrada | Fertilidade Natural |
|---|---|---|
| RTU (raspagem transuretral) | Ejaculação retrógrada em até 90% dos casos | ❌ Gravemente comprometida |
| HoLEP (enucleação a laser) | Ejaculação retrógrada em 70–90% dos casos | ❌ Gravemente comprometida |
| Prostatectomia aberta | Eliminação completa da ejaculação | ❌ Impossível naturalmente |
| Rezum (vapor d'água) | Preservada na maioria dos casos | Geralmente preservada |
| Embolização (EAP) | ✅ Preservada na quase totalidade dos casos | ✅ Preservada |
| Ablação Transperineal (TPLA) | ✅ Preservada na quase totalidade dos casos | ✅ Preservada |
Importante: a ejaculação retrógrada causada por dano cirúrgico ao esfíncter uretral interno — como ocorre na RTU e no HoLEP — é, na maioria dos casos, permanente. Não existe tratamento cirúrgico capaz de restaurar esse mecanismo depois que ele é destruído. Medicamentos como a pseudoefedrina podem ajudar em alguns casos de ejaculação retrógrada funcional, mas têm eficácia limitada e não se aplicam aos casos pós-cirúrgicos.
O segredo está, novamente, na via de acesso e no mecanismo de ação.
A embolização atua reduzindo o fluxo sanguíneo para a próstata, fazendo-a diminuir de volume por isquemia progressiva. O procedimento não toca na uretra, no esfíncter uretral interno nem nos nervos responsáveis pelo mecanismo ejaculatório. A literatura científica é consistente: a embolização preserva a ejaculação anterógrada na quase totalidade dos pacientes, mantendo intacta a capacidade de concepção natural.
A ablação transperineal destrói o tecido prostático com energia térmica aplicada por agulhas finas introduzidas pela pele do períneo — sem qualquer contato com a uretra. O protocolo técnico inclui a preservação obrigatória de distâncias de segurança em relação à uretra e ao colo vesical — exatamente as estruturas envolvidas no mecanismo ejaculatório. Os estudos disponíveis confirmam a manutenção da ejaculação anterógrada na quase totalidade dos pacientes.
Todo homem com HPB em idade reprodutiva — ou com parceira em idade fértil — deve, antes de qualquer procedimento, comunicar ao médico o seu desejo reprodutivo. Essa informação muda completamente a equação terapêutica. Um procedimento que seria tecnicamente adequado para um homem de 65 anos sem desejo de paternidade pode ser absolutamente contraindicado para um homem de 48 anos que planeja ter filhos.
Outras perguntas importantes a fazer antes de decidir:
Criopreservação de sêmen: para homens que optam por procedimentos com risco de ejaculação retrógrada, o congelamento do sêmen antes da cirurgia é uma opção que preserva a possibilidade de paternidade biológica futura por reprodução assistida. Vale discutir com o médico assistente.
Para homens que já desenvolveram ejaculação retrógrada após um procedimento, a medicina reprodutiva oferece alternativas. Os espermatozoides podem ser recuperados da urina pós-orgasmo (com técnicas de alcalinização prévia da urina) ou por aspiração direta do epidídimo ou testículo, e utilizados em inseminação intrauterina (IIU) ou fertilização in vitro (FIV).
Mas é fundamental ser honesto sobre as diferenças: reprodução assistida é mais cara, mais invasiva para a parceira, emocionalmente desgastante e com taxas de sucesso que variam conforme a idade do casal e a qualidade do material genético disponível. Não é equivalente à gravidez natural. Preservar a ejaculação anterógrada significa preservar a opção mais simples, mais econômica e mais íntima de conceber.
O Hospital Certa Expert Care é reconhecido como um dos centros pioneiros no Brasil em procedimentos minimamente invasivos. Com estrutura de hospital-dia, tecnologia de última geração e um modelo de atendimento humanizado, o Certa nasceu com uma missão clara: tornar os tratamentos mais avançados acessíveis e compreensíveis para todos os pacientes.
À frente desse projeto está o Prof. Dr. Denis Szejnfeld (CRM 108.885), médico com graduação pela Santa Casa de São Paulo, residência em Radiologia pela Unifesp, especialização em Radiologia Intervencionista pela USP e formação em procedimentos minimamente invasivos em Harvard (Brigham and Women's Hospital e Beth Israel Deaconess Medical Center). Possui doutorado pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular.
O Dr. Denis é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Foi presidente da SOBRICE no biênio 2023–2024 e é autor de publicações científicas em periódicos nacionais e internacionais, incluindo a revista da Sociedade Europeia de Radiologia Intervencionista (CVIR). Sua produção acadêmica completa está disponível no Google Scholar e no Currículo Lattes (CNPq).
Mais do que títulos e publicações, o Dr. Denis carrega uma convicção: a radiologia intervencionista precisa chegar ao conhecimento e ao alcance de todos. Essa visão se reflete nas centenas de avaliações cinco estrelas no Google feitas por pacientes que encontraram no Certa não apenas um tratamento de excelência, mas um atendimento que respeita, acolhe e informa.
“O Hospital Certa é um centro pioneiro de medicina minimamente invasiva. Nossa missão é levar atendimento cada vez mais personalizado, com maior qualidade e humanizado.”
— Prof. Dr. Denis Szejnfeld, Diretor Clínico do Hospital Certa
(11) 2548-6265 WhatsApp: (11) 96625-5970
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Conteúdo elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld — Diretor Clínico do Hospital Certa Expert Care, Professor Afiliado da Unifesp e ex-Presidente da SOBRICE (2023–2024).
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