Paracentese Guiada por Imagem: Por Que o Ultrassom Torna a Drenagem da Ascite Mais Segura

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Paracentese Guiada por Imagem: Por Que o Ultrassom Torna a Drenagem da Ascite Mais Segura

Paracentese Guiada por Imagem: Por Que o Ultrassom Torna a Drenagem da Ascite Mais Segura

Paracentese Guiada por Imagem: Por Que o Ultrassom Torna a Drenagem da Ascite Mais Segura

Drenar o líquido acumulado na barriga — a chamada ascite — é um procedimento essencial para pacientes com cirrose avançada. Mas como qualquer intervenção, a segurança depende diretamente da precisão com que é realizada. A paracentese guiada por ultrassom em tempo real é hoje o padrão recomendado pelas principais sociedades de hepatologia e radiologia intervencionista — e é a abordagem adotada no Hospital Certa.

O Que É a Paracentese

A paracentese é a introdução de uma agulha ou cateter fino pela parede abdominal para retirar o líquido ascítico. Existe em duas modalidades:

  • Paracentese diagnóstica: retira pequena quantidade de líquido (20–50 mL) para análise laboratorial — confirma a causa da ascite, descarta infecção (peritonite bacteriana espontânea) e orienta o tratamento
  • Paracentese terapêutica ou de alívio: remove grandes volumes (5 a 10 litros ou mais) para aliviar os sintomas — distensão, falta de ar e desconforto — em pacientes com ascite volumosa ou refratária

Por Que o Ultrassom Faz Toda a Diferença

Historicamente, a paracentese era realizada “às cegas” — o médico puncionava o abdome baseado apenas em referências anatômicas externas. Essa abordagem funciona quando há grande quantidade de líquido, mas falha quando:

  • O volume de líquido é pequeno ou localizado em bolsões
  • O paciente é obeso — a parede abdominal espessa dificulta a localização do líquido
  • Há cicatrizes abdominais de cirurgias anteriores que deslocam as alças intestinais
  • O fígado ou o baço estão muito aumentados

Com o ultrassom em tempo real, o radiologista intervencionista visualiza exatamente onde está o líquido, quais estruturas estão no trajeto da agulha e qual o ponto mais seguro para a punção. A agulha é introduzida sob visão direta — eliminando o risco de perfurar alças intestinais, vasos ou órgãos adjacentes.

✅ Estudos comparativos mostram que a paracentese guiada por ultrassom reduz em até 70% as complicações hemorrágicas em relação à técnica às cegas — e praticamente elimina o risco de perfuração intestinal inadvertida.

Paracentese Diagnóstica: Quando É Obrigatória

Toda ascite de início recente ou causa desconhecida deve ser investigada por paracentese diagnóstica. Mas há situações em que ela é urgente e não pode esperar:

  • Suspeita de peritonite bacteriana espontânea (PBE) — febre, dor abdominal ou piora súbita do estado geral em paciente com ascite conhecida
  • Encefalopatia hepática sem causa aparente — a PBE pode desencadear confusão mental sem sintomas abdominais evidentes
  • Deterioração renal aguda em paciente cirrótico
  • Primeira descompensação hepática — para estabelecer o diagnóstico etiológico

A peritonite bacteriana espontânea tem mortalidade de 20–40% se não tratada rapidamente. O diagnóstico é feito pela contagem de neutrófilos no líquido ascítico (≥ 250 células/mm³) obtido na paracentese — um resultado disponível em poucas horas que pode salvar a vida do paciente.

Como É o Procedimento no Hospital Certa

A paracentese guiada por imagem no Hospital Certa segue um protocolo rigoroso:

  • Ultrassonografia prévia para mapeamento do líquido e identificação do ponto de punção ideal
  • Assepsia rigorosa e anestesia local no ponto de punção
  • Introdução da agulha ou cateter sob visão ultrassonográfica em tempo real
  • Na paracentese terapêutica de grande volume: reposição de albumina intravenosa — 6 a 8g por litro retirado acima de 5 litros — para prevenir disfunção circulatória pós-paracentese
  • Envio do material para análise laboratorial quando indicado

A reposição de albumina após paracentese de grande volume não é opcional — é uma recomendação de grau A nas diretrizes da EASL e da SBH (Sociedade Brasileira de Hepatologia). Sem ela, o paciente corre risco de síndrome hepatorrenal e deterioração hemodinâmica nas horas seguintes ao procedimento.

Hospital Certa e Dr. Denis Szejnfeld

O Hospital Certa Expert Care é pioneiro em procedimentos minimamente invasivos em São Paulo. À frente está o Prof. Dr. Denis Szejnfeld (CRM 108.885) — doutor pela Unifesp, professor afiliado, ex-presidente da SOBRICE (2023–2024) e autor de publicações em periódicos internacionais. Produção acadêmica no Google Scholar e no Lattes. Centenas de avaliações cinco estrelas no Google.

“O Hospital Certa é um centro pioneiro de medicina minimamente invasiva. Nossa missão é levar atendimento cada vez mais personalizado, com maior qualidade e humanizado.”
— Prof. Dr. Denis Szejnfeld, Diretor Clínico do Hospital Certa

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Conteúdo elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld — Diretor Clínico do Hospital Certa Expert Care, Professor Afiliado da Unifesp e ex-Presidente da SOBRICE (2023–2024).

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