Por Que Usar Albumina Após a Paracentese? A Medida que Pode Evitar uma Crise Renal

Conteúdos e materiais

Por Que Usar Albumina Após a Paracentese? A Medida que Pode Evitar uma Crise Renal

Por Que Usar Albumina Após a Paracentese? A Medida que Pode Evitar uma Crise Renal

Por Que Usar Albumina Após a Paracentese? A Medida que Pode Evitar uma Crise Renal

Drenar 6, 8 ou 10 litros de líquido da barriga de um paciente com ascite traz alívio imediato — mas cria um vácuo fisiológico que pode ter consequências graves se não for preenchido adequadamente. A reposição de albumina após a paracentese de grande volume não é um detalhe de protocolo — é uma medida que pode fazer a diferença entre uma recuperação tranquila e uma insuficiência renal aguda.

O Que Acontece Quando se Drena Grande Volume Sem Repor Albumina

Ao remover grandes volumes de líquido ascítico — geralmente acima de 5 litros — ocorre uma redistribuição abrupta do volume dentro do organismo. O líquido que estava na cavidade abdominal é removido, mas o sistema vascular não tem tempo de se adaptar. O resultado é uma queda relativa do volume circulante efetivo — mesmo sem o paciente ter perdido sangue.

O organismo interpreta essa queda como hipovolemia e ativa mecanismos compensatórios: vasoconstrição renal, ativação do sistema renina-angiotensina e do sistema nervoso simpático. Em um paciente com cirrose — que já tem circulação comprometida — essa resposta pode desencadear a chamada disfunção circulatória pós-paracentese (DCPP).

A disfunção circulatória pós-paracentese ocorre em 60–80% dos pacientes que realizam paracentese de grande volume sem reposição de albumina. Ela aumenta significativamente o risco de síndrome hepatorrenal, hiponatremia dilucional e morte nas semanas seguintes ao procedimento.

Por Que a Albumina — e Não Soro Fisiológico ou Gelatina

A albumina é a principal proteína do plasma — responsável por manter a pressão oncótica intravascular, ou seja, a força que retém o líquido dentro dos vasos. Na cirrose, o fígado já produz menos albumina do que o necessário.

Estudos clínicos randomizados compararam a albumina com outros expansores plasmáticos — soro fisiológico, gelatinas, dextranos — para reposição após paracentese. Os resultados são inequívocos:

  • Apenas a albumina previne de forma eficaz a disfunção circulatória pós-paracentese
  • Soro fisiológico e gelatinas são inferiores — não conseguem manter o volume circulante efetivo pelo mesmo período
  • A albumina também tem funções além da pressão oncótica: ação anti-inflamatória, capacidade de ligar toxinas e modulação da resposta imune — efeitos particularmente relevantes na cirrose

✅ As diretrizes da EASL (Associação Europeia para o Estudo do Fígado) e da SBH (Sociedade Brasileira de Hepatologia) recomendam com grau de evidência A: albumina humana 20% na dose de 6 a 8g por litro de líquido retirado acima de 5 litros, administrada ao final do procedimento ou nas horas seguintes.

Dose Prática e Como é Feita no Hospital Certa

O cálculo é simples e padronizado pelas diretrizes internacionais:

  • Paracentese de até 5 litros: reposição de albumina não é obrigatória segundo a maioria dos guidelines — mas pode ser considerada em pacientes com cirrose muito avançada
  • Paracentese acima de 5 litros: 6 a 8g de albumina por litro retirado — administrada por via intravenosa, preferencialmente ao final do procedimento
  • Exemplo prático: se foram retirados 8 litros, a dose de albumina é de 48 a 64g, administrada em infusão venosa

No Hospital Certa, a reposição de albumina faz parte do protocolo padrão de todas as paracenteses de grande volume — sem exceção. O paciente recebe a infusão ainda no período de observação pós-procedimento, antes de retornar para casa.

A albumina não elimina a necessidade do TIPS em pacientes com ascite refratária — mas reduz o risco das paracenteses repetidas enquanto a indicação do TIPS é avaliada. Para pacientes que dependem de paracenteses mensais ou mais frequentes, o TIPS pode ser a solução mais definitiva para o controle da ascite.

Hospital Certa e Dr. Denis Szejnfeld

O Hospital Certa Expert Care é pioneiro em procedimentos minimamente invasivos em São Paulo. À frente está o Prof. Dr. Denis Szejnfeld (CRM 108.885) — doutor pela Unifesp, professor afiliado, ex-presidente da SOBRICE (2023–2024) e autor de publicações em periódicos internacionais. Produção acadêmica no Google Scholar e no Lattes. Centenas de avaliações cinco estrelas no Google.

“O Hospital Certa é um centro pioneiro de medicina minimamente invasiva. Nossa missão é levar atendimento cada vez mais personalizado, com maior qualidade e humanizado.” — Prof. Dr. Denis Szejnfeld, Diretor Clínico do Hospital Certa

Agende Sua Avaliação no Hospital Certa

(11) 2548-6265 WhatsApp: (11) 96625-5970

www.hospitalcerta.com.br

Conteúdo elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld — Diretor Clínico do Hospital Certa Expert Care, Professor Afiliado da Unifesp e ex-Presidente da SOBRICE (2023–2024).

Por Que Usar Albumina Após a Paracentese? A Medida que Pode Evitar uma Crise Renal

Clique para Ligar
Fale por WhatsApp
Agende sua Consulta