Próstata: Por Que o Melhor Tratamento Exige Uma Equipe — e Não Apenas Um Médico
Conteúdos e materiais
Durante décadas, o tratamento da próstata foi visto como um território exclusivo do urologista. Ele diagnosticava, operava e acompanhava. Esse modelo funcionava quando as opções se resumiam a medicamentos e cirurgia. Mas o cenário mudou radicalmente.
Hoje, tratar próstata com excelência — seja hiperplasia benigna (HPB) ou câncer — exige a convergência de especialidades, tecnologias e decisões compartilhadas. O urologista que avalia e indica. O radiologista intervencionista que realiza procedimentos de precisão guiados por imagem. O radiologista diagnóstico que interpreta ressonâncias e orienta biópsias. O patologista que classifica o tumor. O oncologista que coordena tratamentos sistêmicos.
Sem essa integração — e sem a tecnologia que a torna possível — os melhores tratamentos minimamente invasivos simplesmente não acontecem. O Hospital Certa foi construído com essa visão desde o início — e este post explica por quê ela faz toda a diferença para o paciente.
O urologista tem formação específica em doenças do trato urinário e do aparelho reprodutor masculino. Domina a avaliação clínica, a cirurgia endoscópica, a laparoscopia e a robótica. Mas não é treinado para realizar embolizações seletivas de artérias prostáticas, biópsias por fusão de imagem ou ablações percutâneas guiadas por angiógrafo. Esses procedimentos pertencem ao domínio do radiologista intervencionista.
Da mesma forma, o radiologista intervencionista — por mais experiente que seja — não realiza prostatectomias, não prescreve hormonioterapia nem conduz o acompanhamento urológico longitudinal do paciente. Ele traz uma habilidade específica e insubstituível dentro de um conjunto de cuidados.
Quando essas competências trabalham isoladas — sem comunicação sistemática, sem decisão compartilhada, sem tecnologia que as conecte — o paciente recebe cuidado fragmentado. E cuidado fragmentado, na próstata, pode significar diagnóstico tardio, tratamento inadequado ao perfil clínico ou oportunidade perdida de cura.
Estudos publicados em journals internacionais de uro-oncologia demonstram que equipes multidisciplinares com tumor board regular melhoram a comunicação, a tomada de decisão e a coordenação do tratamento — resultando em planos terapêuticos mais personalizados e resultados oncológicos superiores.
| Especialidade | Papel na HPB | Papel no Câncer de Próstata |
|---|---|---|
| Urologista | Diagnóstico, avaliação clínica, indicação cirúrgica (RTU, HoLEP), acompanhamento | Diagnóstico, indicação de prostatectomia, vigilância ativa, hormonioterapia |
| Radiologista Intervencionista | Embolização das artérias prostáticas, ablação transperineal, biópsia transperineal guiada | Biópsia por fusão MRI/US, quimioembolização, ablação de metástases, acessos vasculares para QT |
| Radiologista Diagnóstico | Ressonância multiparamétrica, ultrassonografia, angiotomografia pré-procedimento | Ressonância com PI-RADS, estadiamento, monitoramento por imagem |
| Oncologista Clínico | Quando HPB coexiste com câncer ativo | Quimioterapia, imunoterapia, hormonioterapia, gestão de metástases |
| Patologista | Biópsia prostática — diagnóstico histológico definitivo | Classificação Gleason/ISUP, margens cirúrgicas, estadiamento histológico |
| Anestesiologista | Sedação em procedimentos que exigem conforto maior | Suporte em procedimentos intervencionistas oncológicos |
O Prof. Dr. Denis Szejnfeld é coautor do artigo científico “What the radiologist should know about the role of interventional radiology in urology”, publicado no Radiologia Brasileira (Scielo) em 2019 — uma das referências acadêmicas sobre a interface entre radiologia intervencionista e urologia no Brasil. Esse trabalho espelha exatamente a filosofia de integração multidisciplinar praticada no Hospital Certa.
Uma das confusões mais comuns entre pacientes é imaginar que urologista e radiologista intervencionista competem pelo mesmo paciente. Não é assim. São especialidades que se complementam — cada uma oferecendo o que a outra não pode.
Centros que oferecem apenas uma dessas especialidades — sem a outra — não podem oferecer ao paciente o espectro completo de opções terapêuticas modernas. Isso é especialmente crítico em casos de câncer de próstata intermediário ou avançado, onde a decisão entre tratamentos envolve múltiplas variáveis que nenhum especialista isolado pode avaliar completamente.
Procedimentos minimamente invasivos como embolização e ablação transperineal não são apenas técnicas — são o resultado da convergência entre habilidade humana e tecnologia de ponta. Sem os equipamentos adequados, o procedimento simplesmente não pode ser realizado com segurança e precisão. Não é uma questão de preferência — é física.
| Tecnologia | Para Que Serve | Por Que É Indispensável |
|---|---|---|
| Angiógrafo digital com subtração (DSA) | Guia a embolização com visualização em tempo real das artérias prostáticas | Sem ele, é impossível realizar a embolização com segurança e precisão seletiva |
| Ressonância magnética multiparamétrica 3 Tesla | Identifica e classifica lesões prostáticas (PI-RADS), guia a biópsia por fusão de imagens | Sem ela, biópsias são cegas — perdendo até 20% dos tumores clinicamente significativos |
| Ultrassom de alta resolução com fusão MRI/US | Combina imagens da ressonância com ultrassom em tempo real para biópsia transperineal de precisão | Permite amostrar exatamente a lesão suspeita — diagnóstico muito mais preciso |
| Angiotomografia computadorizada (Angio-TC) | Planejamento vascular pré-embolização — mapeia anatomia arterial individual | Cada paciente tem anatomia arterial única; sem esse mapa, o procedimento é mais arriscado |
| Sala híbrida de radiologia intervencionista | Ambiente estéril com angiógrafo, monitorização cardíaca e suporte a sedação | Permite realizar procedimentos com a segurança de um centro cirúrgico e a precisão da imagem interventiva |
| Microesferas embolizantes calibradas | Material que bloqueia seletivamente as artérias prostáticas sem dano a estruturas vizinhas | A precisão do material define a segurança e eficácia da embolização |
A tecnologia disponível no Hospital Certa inclui sala híbrida de radiologia intervencionista com angiógrafo digital de última geração, ultrassom de alta resolução com sistema de fusão MRI/US para biópsia transperineal e infraestrutura completa de hospital-dia — permitindo realizar todos os procedimentos com segurança, precisão e conforto para o paciente.
O Hospital Certa Expert Care foi projetado com a multidisciplinaridade no seu DNA. Não como um conceito de marketing — mas como uma necessidade estrutural para que os procedimentos minimamente invasivos sejam realizados com a máxima segurança e os melhores resultados.
Na prática, isso significa:
O Hospital Certa Expert Care é reconhecido como um dos centros pioneiros no Brasil em procedimentos minimamente invasivos. Com estrutura de hospital-dia, tecnologia de última geração e um modelo de atendimento humanizado, o Certa nasceu com uma missão clara: tornar os tratamentos mais avançados acessíveis e compreensíveis para todos os pacientes.
À frente desse projeto está o Prof. Dr. Denis Szejnfeld (CRM 108.885), médico com graduação pela Santa Casa de São Paulo, residência em Radiologia pela Unifesp, especialização em Radiologia Intervencionista pela USP e formação em procedimentos minimamente invasivos em Harvard (Brigham and Women's Hospital e Beth Israel Deaconess Medical Center). Possui doutorado pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular.
O Dr. Denis é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Foi presidente da SOBRICE no biênio 2023–2024 e é autor de publicações científicas em periódicos nacionais e internacionais, incluindo a revista da Sociedade Europeia de Radiologia Intervencionista (CVIR). Sua produção acadêmica completa está disponível no Google Scholar e no Currículo Lattes (CNPq).
Mais do que títulos e publicações, o Dr. Denis carrega uma convicção: a radiologia intervencionista precisa chegar ao conhecimento e ao alcance de todos. Essa visão se reflete nas centenas de avaliações cinco estrelas no Google feitas por pacientes que encontraram no Certa não apenas um tratamento de excelência, mas um atendimento que respeita, acolhe e informa.
“O Hospital Certa é um centro pioneiro de medicina minimamente invasiva. Nossa missão é levar atendimento cada vez mais personalizado, com maior qualidade e humanizado.”
— Prof. Dr. Denis Szejnfeld, Diretor Clínico do Hospital Certa
(11) 2548-6265 WhatsApp: (11) 96625-5970
www.hospitalcerta.com.br
Conteúdo elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld — Diretor Clínico do Hospital Certa Expert Care, Professor Afiliado da Unifesp e ex-Presidente da SOBRICE (2023–2024).
Próstata: Por Que o Melhor Tratamento Exige Uma Equipe — e Não Apenas Um Médico
