Tipos de mioma uterino: submucoso, intramural e subseroso — o que cada um significa para o seu tratamento

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Tipos de mioma uterino: submucoso, intramural e subseroso — o que cada um significa para o seu tratamento

Tipos de mioma uterino: submucoso, intramural e subseroso — o que cada um significa para o seu tratamento

Tipos de mioma uterino: submucoso, intramural e subseroso — o que cada um significa para o seu tratamento

“Saber onde o mioma está localizado é tão importante quanto saber que ele existe. No Hospital Certa, o planejamento de cada tratamento começa pelo mapeamento preciso dos miomas — porque a localização é o que define a melhor abordagem para cada paciente.”

— Equipe médica do Hospital Certa Expert Care

Por que a localização do mioma importa tanto?

Quando uma mulher recebe o diagnóstico de mioma uterino, uma das primeiras perguntas que o médico precisa responder é: onde ele está? Dois miomas do mesmo tamanho, em localizações diferentes no útero, podem causar sintomas completamente distintos — e responder de forma muito diferente aos mesmos tratamentos.

Entender a localização do mioma não é um detalhe técnico reservado aos médicos. É uma informação que toda paciente precisa ter para entender por que está sentindo os sintomas que sente, quais tratamentos estão disponíveis para o seu caso específico — e por que preservar o útero é possível para a grande maioria das mulheres, independentemente do tipo de mioma.

Como os miomas são classificados?

Os miomas são classificados de acordo com a camada do útero onde se originam e crescem. O útero tem três camadas: a serosa (camada externa), o miométrio (camada muscular média) e o endométrio (camada interna que reveste a cavidade). Os miomas podem surgir em qualquer uma dessas regiões — e recebem nomes diferentes conforme a localização.

Os três tipos principais são o mioma submucoso, o intramural e o subseroso. Além desses, existem os miomas pediculados (presos ao útero por um “pedículo” ou haste) e, menos comumente, os intraligamentares (no ligamento largo do útero). Uma mesma paciente pode ter miomas de tipos diferentes simultaneamente — o que é frequente na miomatose uterina.

1. Mioma submucoso: o que causa mais sangramento e impacta mais a fertilidade

O mioma submucoso é o que cresce na direção da cavidade uterina — podendo estar parcialmente ou totalmente dentro dela. É o tipo menos frequente (cerca de 5 a 10% dos miomas), mas o que causa sintomas mais intensos em relação ao seu tamanho.

Mesmo um mioma submucoso pequeno pode causar sangramento menstrual muito intenso — porque ele distorce o endométrio e interfere diretamente na contração do útero durante a menstruação. É também o tipo com maior impacto na fertilidade: ao ocupar ou distorcer a cavidade uterina, dificulta a implantação do embrião e pode causar abortos de repetição.

Os sintomas típicos do mioma submucoso incluem:

  • Sangramento menstrual intenso e prolongado — principal característica
  • Sangramento entre os períodos menstruais
  • Anemia ferropriva por perda crônica de sangue
  • Cólicas intensas
  • Dificuldade para engravidar ou abortos de repetição

O diagnóstico do mioma submucoso é feito pelo ultrassom transvaginal, mas a histeroscopia diagnóstica é o exame mais preciso — permite visualizar diretamente a cavidade uterina e confirmar a extensão do envolvimento. Para miomas submucosos pequenos, a ressecção histeroscópica (retirada do mioma pelo canal vaginal, sem corte) pode ser suficiente. Para miomas maiores ou múltiplos, a embolização das artérias uterinas (EMU) é uma excelente opção — preservando o útero e controlando o sangramento.

2. Mioma intramural: o mais comum e o que mais aumenta o útero

O mioma intramural é o tipo mais frequente — responsável por cerca de 70% dos casos. Ele se desenvolve dentro da parede muscular do útero (miométrio), podendo crescer para dentro (em direção à cavidade) ou para fora (em direção à serosa), ou permanecer confinado à parede.

O mioma intramural de pequeno tamanho frequentemente é assintomático. Mas à medida que cresce, começa a distorcer a arquitetura uterina, aumentar o volume do útero e comprometer tanto a cavidade quanto as estruturas adjacentes. Os sintomas típicos incluem:

  • Aumento do fluxo menstrual — especialmente quando cresce em direção à cavidade
  • Dor pélvica crônica e cólicas intensas
  • Aumento progressivo do volume abdominal — o útero pode atingir o tamanho de uma gravidez de meses
  • Pressão sobre bexiga e intestino
  • Dificuldade para engravidar — quando distorce a cavidade uterina

O mioma intramural responde muito bem à embolização das artérias uterinas — que reduz o volume do tumor e controla os sintomas sem cirurgia. A ablação por radiofrequência é outra opção minimamente invasiva disponível no Hospital Certa, especialmente para miomas intramurais de tamanho moderado.

3. Mioma subseroso: o que causa mais compressão

O mioma subseroso cresce na superfície externa do útero, projetando-se para fora da parede uterina em direção à pelve. Pode ser séssil (de base larga) ou pediculado (preso por um pedículo). É o tipo com menor impacto direto no sangramento menstrual — mas pode causar sintomas compressivos significativos quando atinge grandes volumes.

Os sintomas típicos do mioma subseroso incluem:

  • Sensação de peso ou pressão abdominal constante
  • Urgência e aumento da frequência urinária — compressão da bexiga
  • Constipação intestinal — compressão do reto
  • Dor pélvica crônica irradiada para lombar e coxas
  • Aumento visível do volume abdominal inferior
  • Dor aguda em caso de torção do mioma pediculado — emergência que exige avaliação imediata

Miomas subserosos assintomáticos e de pequeno volume podem ser apenas acompanhados. Quando sintomáticos, a embolização das artérias uterinas e a ablação por radiofrequência são opções eficazes para reduzir o volume e aliviar a compressão — sem a necessidade de cirurgia aberta.

Comparativo: como os tipos de mioma se diferenciam

CaracterísticaSubmucosoIntramuralSubseroso
LocalizaçãoDentro ou próximo à cavidade uterinaNa parede muscular do úteroNa superfície externa do útero
FrequênciaMenos comum (~5–10%)Mais comum (~70%)Comum (~20–25%)
Principal sintomaSangramento intensoSangramento + dor + volumePressão e compressão
Impacto na fertilidadeAltoModerado (se distorce cavidade)Baixo
Diagnóstico de escolhaUltrassom + histeroscopiaUltrassom / RMUltrassom / RM
Melhor tratamentoHisteroscopia ou EMUEMU / ablação RF / cirurgiaEMU / ablação RF / cirurgia

Miomas múltiplos: quando há mais de um tipo ao mesmo tempo

A miomatose uterina — presença de múltiplos miomas — é frequente e pode combinar diferentes tipos na mesma paciente. Uma mulher pode ter, ao mesmo tempo, um mioma submucoso que causa sangramento intenso, um intramural que aumenta o volume uterino e um subseroso que pressiona a bexiga.

Nesse contexto, a avaliação por imagem completa — especialmente a ressonância magnética — é fundamental para mapear todos os miomas antes de definir o plano de tratamento. A embolização das artérias uterinas tem a vantagem de tratar simultaneamente todos os miomas presentes, independentemente do tipo ou número — uma das suas grandes vantagens em relação à miomectomia, que só remove os miomas acessíveis cirurgicamente.

Como o Hospital Certa planeja o tratamento conforme o tipo de mioma

No Hospital Certa Expert Care, o planejamento de cada tratamento começa por um mapeamento preciso de todos os miomas — número, tamanho, localização e relação com a cavidade uterina e os órgãos adjacentes. Com base nesse mapa, a equipe de radiologia intervencionista define, junto com a paciente, a melhor abordagem:

  • ✔ Embolização das artérias uterinas (EMU): trata todos os miomas simultaneamente, preserva o útero, indicada para miomas intramurais e subserosos sintomáticos e para miomatose múltipla
  • ✔ Ablação por radiofrequência: destrói o mioma com calor por via minimamente invasiva, preserva o útero, especialmente eficaz para miomas intramurais de tamanho moderado
  • ✔ Avaliação conjunta com ginecologia: para miomas submucosos com histeroscopia disponível ou casos que necessitem de abordagem combinada

Perguntas frequentes sobre tipos de mioma

Qual tipo de mioma é mais perigoso?

Nenhum tipo é “perigoso” no sentido de risco de vida — todos os miomas são benignos. Mas o mioma submucoso causa os sintomas mais intensos em relação ao tamanho, tem maior impacto na fertilidade e pode gerar anemia grave por sangramento. O mioma subseroso pediculado, quando sofre torção, pode causar dor aguda intensa que exige avaliação de urgência.

O tipo de mioma muda com o tempo?

Um mioma intramural que cresce muito pode desenvolver componente submucoso (distorcendo a cavidade) ou subseroso (projetando-se para fora). Por isso, o acompanhamento periódico com ultrassom é importante — o comportamento do mioma ao longo do tempo orienta a decisão de quando intervir.

A embolização trata todos os tipos de mioma?

A embolização das artérias uterinas é eficaz para miomas intramurais e subserosos — os mais comuns. Para miomas submucosos predominantemente intracavitários, a ressecção histeroscópica pode ser mais indicada. A equipe do Certa avalia cada caso individualmente para definir a melhor abordagem.

Quantos miomas é possível tratar com a embolização?

Todos os miomas presentes podem ser tratados em uma única sessão de embolização — essa é uma das grandes vantagens do procedimento em relação à miomectomia cirúrgica. Independentemente do número ou tamanho dos miomas, a embolização bloqueia as artérias que os alimentam de forma simultânea.

Como agendar avaliação no Hospital Certa?

Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br. Nossa equipe agenda a avaliação com o especialista em radiologia intervencionista e orienta sobre os exames necessários — geralmente ultrassom pélvico transvaginal e, em casos de miomatose múltipla, ressonância magnética da pelve.

O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.

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