Tratamentos para mioma uterino: do medicamento à cirurgia — e o que há de mais moderno

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Tratamentos para mioma uterino: do medicamento à cirurgia — e o que há de mais moderno

Tratamentos para mioma uterino: do medicamento à cirurgia — e o que há de mais moderno

Tratamentos para mioma uterino: do medicamento à cirurgia — e o que há de mais moderno

“Existe um tratamento certo para cada paciente com mioma — mas isso só é possível quando a mulher conhece todas as opções disponíveis. No Hospital Certa, nossa missão é ampliar esse horizonte: mostrar que, para a maioria das pacientes, preservar o útero é possível e que as alternativas minimamente invasivas entregam resultados excepcionais.”

— Equipe médica do Hospital Certa Expert Care

Mais opções do que você imagina

Quando uma mulher recebe o diagnóstico de mioma uterino sintomático, o caminho mais comum ainda é: tomar medicamento para controlar o sangramento, e quando isso não basta, operar — histerectomia ou miomectomia. Mas a medicina avançou muito nessa área, e hoje o arsenal de tratamentos para mioma vai muito além dessa sequência.

Segundo a Febrasgo, cerca de 30% das pacientes com mioma precisarão de tratamento ativo por conta dos sintomas — principalmente sangramento uterino anormal, mais frequente entre 35 e 40 anos. Para essas mulheres, conhecer todas as opções disponíveis é fundamental para tomar a decisão mais alinhada com seus objetivos: controlar os sintomas, preservar o útero, manter a fertilidade ou simplesmente ter uma recuperação mais rápida e menos traumática.

1. Tratamento medicamentoso: controle dos sintomas, não cura

Os medicamentos são a primeira linha de tratamento para mioma sintomático — especialmente quando os sintomas são leves a moderados, o mioma não é muito volumoso ou a paciente está próxima da menopausa (quando os miomas tendem a regredir naturalmente).

As principais opções medicamentosas incluem:

  • Anticoncepcionais hormonais combinados: reduzem o fluxo menstrual e a dor, mas não diminuem o tamanho do mioma. São eficazes para controle de sintomas em miomas de pequeno a médio volume.
  • DIU hormonal (levonorgestrel): muito eficaz para reduzir o sangramento e a dor. Não trata o mioma em si, mas pode controlar os sintomas de forma sustentada por até 5 anos.
  • Análogos do GnRH (ex: Zoladex): induzem um estado de menopausa temporária, reduzindo os níveis de estrogênio e causando redução do volume dos miomas em até 50%. Muito úteis como preparo pré-operatório para reduzir o sangramento e o tamanho do tumor antes de uma cirurgia ou procedimento. O efeito é temporário — os miomas voltam ao tamanho original após a suspensão.
  • Ulipristal acetato (Esmya): modulador seletivo do receptor de progesterona, aprovado para redução de miomas sintomáticos. Eficaz na redução do sangramento e do volume nodular, mas com restrições de uso por riscos hepáticos documentados.
  • Ácido tranexâmico: antifibrinolítico usado pontualmente durante a menstruação para reduzir o sangramento. Não age sobre o mioma.

Limitação importante: nenhum medicamento elimina o mioma. Os efeitos cessam com a suspensão do tratamento, e os sintomas tendem a retornar. O tratamento medicamentoso é uma ponte — não uma solução definitiva para a maioria dos casos sintomáticos.

2. Miomectomia: cirurgia que remove o mioma preservando o útero

A miomectomia é a cirurgia que remove o mioma (ou os miomas) mantendo o útero intacto. É a opção cirúrgica de escolha para mulheres com desejo de engravidar. Pode ser realizada por três vias:

  • Histeroscopia: para miomas submucosos (dentro ou próximos à cavidade uterina). Realizada pelo canal vaginal, sem corte abdominal, com câmera introduzida pelo colo do útero. Recuperação mais rápida — 1 a 3 dias.
  • Laparoscopia ou robótica: para miomas intramurais e subserosos de tamanho moderado. Pequenos cortes no abdome, câmera e instrumentos. Recuperação de 1 a 3 semanas.
  • Cirurgia aberta (laparotomia): para miomas muito volumosos ou múltiplos complexos. Incisão abdominal convencional, recuperação de 4 a 6 semanas.

Limitação importante: a taxa de recorrência da miomectomia é de 20 a 30% em 5 anos — novos miomas podem aparecer porque o útero é preservado. Por isso, a miomectomia é realizada preferencialmente próxima ao momento de gestar.

3. Histerectomia: solução definitiva, mas irreversível

A histerectomia — remoção total ou parcial do útero — é o único tratamento que elimina definitivamente o mioma, sem possibilidade de recorrência. É indicada para mulheres que não desejam engravidar, com sintomas graves não controlados por outras abordagens ou quando há suspeita de malignidade.

Pode ser realizada por cirurgia aberta, laparoscopia, robótica ou via vaginal. A recuperação varia de 4 a 8 semanas dependendo da via de acesso. As principais consequências incluem a perda permanente da capacidade reprodutiva e, em casos de retirada dos ovários junto, o início da menopausa cirúrgica.

A miomatose é responsável por cerca de 30 a 50% de todas as histerectomias realizadas no Brasil e nos EUA — muitas delas em mulheres que poderiam ter sido tratadas por abordagens minimamente invasivas que preservam o útero, mas que desconheciam essas alternativas.

4. Embolização das artérias uterinas (EMU): o procedimento que trata sem tirar o útero

A embolização das artérias uterinas (EMU) é um procedimento minimamente invasivo realizado por radiologistas intervencionistas. Por meio de uma pequena punção na virilha ou no pulso, um cateter fino é guiado até as artérias que alimentam os miomas — e micropartículas são injetadas para bloquear esse fluxo sanguíneo. Sem irrigação, os miomas entram em isquemia, diminuem progressivamente de volume e os sintomas se resolvem.

A EMU trata todos os miomas simultaneamente — independentemente do número ou tamanho. É realizada com sedação leve e anestesia local, sem corte abdominal, com internação de apenas 1 dia e retorno às atividades em 3 a 7 dias. Estudos mostram melhora dos sintomas em mais de 90% das pacientes, com redução de volume de 40 a 60% em 6 meses.

5. Ablação do mioma por radiofrequência: destruição sem remoção

A ablação por radiofrequência é um procedimento minimamente invasivo que usa energia térmica para destruir o tecido do mioma diretamente, sem removê-lo. Uma agulha fina é introduzida no mioma — por via transvaginal ou laparoscópica — guiada por ultrassom, e o calor gerado pela radiofrequência provoca a necrose do tumor.

O tecido destruído é progressivamente reabsorvido pelo organismo. Não há corte abdominal, a recuperação é muito rápida (1 a 3 dias) e o útero é completamente preservado. É especialmente indicada para miomas intramurais de tamanho moderado em mulheres que desejam evitar qualquer tipo de cirurgia.

Visão geral: comparativo entre todas as opções

CritérioMedicamentoMiomectomiaHisterectomiaEMUAblação RF
Preserva úteroSimSimNãoSimSim
Elimina o miomaNãoSimSimNão (reduz)Não (destrói)
InternaçãoNão1–3 dias2–3 dias1 diaAmbulatorial
RecuperaçãoImediata2–6 sem4–8 sem3–7 dias1–3 dias
Desejo de engravidarCompatível1ª opçãoContraindicadoCom cautelaCom cautela
RecorrênciaAlta (ao parar)ModeradaNenhumaBaixaModerada
Trata múltiplosSimParcialSimTodosSelecionados

Como escolher o tratamento certo para o seu caso?

Não existe tratamento universal para mioma — existe o melhor tratamento para cada paciente em cada momento. A decisão deve levar em conta:

  • ✔ Tipo, tamanho e localização dos miomas
  • ✔ Intensidade dos sintomas e impacto na qualidade de vida
  • ✔ Desejo reprodutivo — presente ou futuro
  • ✔ Idade da paciente e proximidade da menopausa
  • ✔ Condições clínicas gerais e risco cirúrgico
  • ✔ Preferência da paciente por procedimentos menos invasivos
  • ✔ Disponibilidade de expertise técnica para procedimentos minimamente invasivos

No Hospital Certa Expert Care, a avaliação individualizada pela equipe de radiologia intervencionista define, para cada paciente, a melhor combinação de abordagens — com foco em tratar os sintomas, preservar o útero e minimizar o impacto na vida da mulher.

Perguntas frequentes sobre tratamentos para mioma

Qual o tratamento mais moderno para mioma?

A embolização das artérias uterinas (EMU) e a ablação por radiofrequência são os procedimentos minimamente invasivos mais modernos e com melhor evidência científica para mioma sintomático. Ambos preservam o útero, têm recuperação muito mais rápida do que cirurgia e são realizados em regime ambulatorial ou de curta internação.

Mioma tem cura?

A histerectomia é o único tratamento definitivo — elimina os miomas sem possibilidade de recorrência. Os demais tratamentos controlam os sintomas e reduzem os miomas, mas existe possibilidade de novos miomas aparecerem ao longo do tempo, especialmente na miomectomia. Após a menopausa, os miomas tendem a regredir naturalmente.

Medicamento pode substituir a cirurgia ou os procedimentos intervencionistas?

Para sintomas leves ou como preparo para um procedimento, sim. Para sintomas moderados a graves, os medicamentos controlam temporariamente — mas o efeito cessa quando são suspensos. A maioria das pacientes sintomáticas eventualmente precisará de um procedimento mais definitivo para resolução duradoura.

A embolização é coberta pelo plano de saúde?

A cobertura varia conforme o plano. A equipe do Hospital Certa orienta cada paciente sobre as possibilidades de autorização junto à operadora de saúde.

Como agendar avaliação no Hospital Certa?

Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br. Nossa equipe agenda a avaliação com o especialista em radiologia intervencionista e orienta sobre os exames necessários.

O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.

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