Ablação de metástases hepáticas do câncer colorretal: o que o estudo COLLISION mudou no tratamento?

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Ablação de metástases hepáticas do câncer colorretal: o que o estudo COLLISION mudou no tratamento?

Ablação de metástases hepáticas do câncer colorretal: o que o estudo COLLISION mudou no tratamento?

Ablação de metástases hepáticas do câncer colorretal: o que o estudo COLLISION mudou no tratamento?

“O Hospital Certa é referência em radiologia intervencionista oncológica em São Paulo. Somos pioneiros na oferta de ablação percutânea de metástases hepáticas com tecnologia de micro-ondas e radiofrequência de última geração — e os resultados do estudo COLLISION reforçam o que já praticamos: tratar com o mínimo de agressão e o máximo de eficácia.”

— Equipe médica do Hospital Certa Expert Care

Metástase hepática do câncer colorretal: um problema comum, com solução cada vez mais precisa

O câncer colorretal é o segundo tumor mais incidente no Brasil. Em mais de 50% dos casos, o fígado é o primeiro — e muitas vezes o único — órgão afetado pelas metástases.

Por décadas, a única alternativa com intenção curativa para metástases hepáticas colorretais foi a cirurgia de ressecção hepática: eficaz, mas agressiva, com internação prolongada e recuperação que pode se estender por semanas.

Nos últimos anos, a ablação térmica de metástases hepáticas — um procedimento minimamente invasivo realizado por radiologistas intervencionistas — ganhou espaço crescente. E em 2024, o estudo COLLISION Trial trouxe a resposta que toda a comunidade oncológica aguardava: a ablação de metástases hepáticas colorretais pequenas é equivalente à cirurgia em sobrevida — e superior em segurança e recuperação.

O que é o COLLISION Trial e por que ele importa?

O COLLISION (Colorectal Liver Metastases: Surgery vs. Thermal Ablation) é um ensaio clínico randomizado de fase 3 — o nível mais alto de evidência científica. Conduzido em 14 centros da Europa (Holanda, Bélgica e Itália), o estudo comparou diretamente ablação térmica percutânea versus ressecção cirúrgica em pacientes com metástases hepáticas colorretais ressecáveis de até 3 cm, sem doença extra-hepática.

Os resultados foram apresentados no ASCO 2024 — o maior congresso de oncologia do mundo — e publicados no Lancet Oncology em 2025. O estudo foi interrompido na análise intermediária por ter atingido os critérios predefinidos de não-inferioridade: com 341 pacientes incluídos e seguimento mediano de 28,8 meses, ficou demonstrado que a ablação de metástases hepáticas não é inferior à cirurgia — com probabilidade superior a 90% de confirmação dessa equivalência.

A Sociedade de Radiologia Intervencionista (SIR) celebrou os dados e declarou que “o padrão de tratamento para metástases hepáticas colorretais pequenas deve ser transitado da cirurgia para a ablação térmica”.

O que os resultados do COLLISION mostram na prática?

Para o paciente com metástase hepática do câncer colorretal, os dados do COLLISION Trial significam uma mudança concreta nas opções de tratamento. O estudo demonstrou:

  • ✔ Sobrevida global equivalente à ressecção cirúrgica
  • ✔ Menor taxa de complicações pós-procedimento
  • ✔ Internação significativamente mais curta
  • ✔ Recuperação mais rápida, com retorno precoce ao tratamento oncológico sistêmico
  • ✔ Controle local comparável, com possibilidade de retratar em caso de recidiva

Em outras palavras: para metástases hepáticas colorretais de até 3 cm, a ablação térmica percutânea entrega o mesmo resultado oncológico da cirurgia — com muito menos agressão ao organismo. E isso não é uma promessa experimental: é evidência de nível 1, publicada no Lancet Oncology.

Como funciona a ablação de metástases hepáticas?

A ablação térmica de metástases hepáticas é um procedimento realizado exclusivamente por médicos especialistas em radiologia intervencionista oncológica. Sob orientação de imagem em tempo real — tomografia computadorizada ou ultrassom —, uma agulha de pequeno calibre é inserida através da pele até atingir o tumor no fígado. A agulha emite energia térmica (por micro-ondas ou radiofrequência) que destrói as células tumorais pela elevação localizada de temperatura.

Não há corte abdominal. O fígado saudável é preservado ao máximo. O procedimento é realizado com sedação e dura em média 1 a 2 horas. Na maior parte dos casos, o paciente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte e pode retomar a quimioterapia ou outras modalidades de tratamento sistêmico em poucos dias — algo que a cirurgia aberta raramente permite.

Outra vantagem relevante: se houver recidiva local após a ablação, o procedimento pode ser repetido com o mesmo perfil de segurança — o que não é sempre possível após ressecções cirúrgicas repetidas.

Ablação ou cirurgia? Quando cada um é indicado?

O COLLISION Trial avaliou especificamente metástases hepáticas colorretais de até 3 cm. Para esse perfil, a ablação térmica passou a ser a opção de primeira linha na maioria dos centros especializados. Mas a decisão final é sempre individualizada e depende de:

  • Número, tamanho e localização das metástases no fígado
  • Presença ou ausência de doença extra-hepática
  • Estado geral do paciente e função hepática
  • Tratamentos oncológicos em curso ou planejados
  • Disponibilidade de expertise técnica para ablação percutânea com margem de segurança

Em lesões maiores, múltiplas ou em posições anatomicamente desfavoráveis para a agulha, a cirurgia pode continuar sendo a melhor estratégia. Em muitos casos, ablação e cirurgia são combinadas na mesma sessão — ressecando o que é operável e ablacionando o que é mais seguro tratar percutaneamente.

A avaliação individualizada pela equipe médica do Certa — com discussão multidisciplinar entre radiologia intervencionista, oncologia e cirurgia hepática — define, para cada paciente, o caminho mais eficaz e menos agressivo.

Ablação de metástases hepáticas no Hospital Certa: referência em São Paulo

O Hospital Certa Expert Care é referência em radiologia intervencionista oncológica em São Paulo. Com estrutura de hospital-dia, tecnologia de última geração e equipe multidisciplinar integrada, o Certa oferece ablação percutânea de metástases hepáticas — por micro-ondas e radiofrequência — como parte de um arsenal completo para o tratamento local do câncer no fígado.

Além da ablação de metástases hepáticas colorretais, o Certa realiza quimioembolização (TACE) para tumores hepáticos primários e metastáticos, drenagem biliar, biópsias guiadas por imagem e outros procedimentos de radiologia intervencionista oncológica — tudo em regime ambulatorial ou de curta internação, com alta hospitalar rápida e mínima interferência na sequência do tratamento oncológico.

Os resultados do COLLISION Trial reforçam o que a equipe do Certa já pratica: oferecer ao paciente oncológico o tratamento mais eficaz com o menor custo biológico possível.

Perguntas frequentes sobre ablação de metástases hepáticas

A ablação de metástases hepáticas é dolorosa?

O procedimento é realizado sob sedação, o que elimina o desconforto durante a ablação. No pós-procedimento, é comum uma dor leve no local da agulha e na região hepática, controlada facilmente com analgésicos orais por 1 a 3 dias.

Quanto tempo leva para se recuperar?

A recuperação após ablação de metástases hepáticas é muito mais rápida do que após cirurgia. A maioria dos pacientes retorna às atividades leves em 2 a 3 dias e ao tratamento oncológico sistêmico em cerca de uma semana.

O COLLISION Trial se aplica a qualquer tipo de metástase hepática?

O estudo avaliou especificamente metástases hepáticas do câncer colorretal de até 3 cm. Para metástases de outros tumores primários (mama, pulmão, neuroendócrino, entre outros), a ablação também é amplamente utilizada, mas a evidência de nível 1 mais robusta ainda vem do contexto colorretal.

O plano de saúde cobre ablação hepática?

A cobertura depende do plano e da indicação clínica. A equipe do Certa orienta cada paciente sobre as possibilidades de autorização junto à operadora de saúde.

Como agendar uma avaliação no Hospital Certa?

Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br ou pelas nossas centrais de atendimento. A equipe do Certa orienta sobre a documentação necessária e agenda a consulta com o especialista em radiologia intervencionista oncológica.

O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.

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