Aneurisma da artéria poplítea: o perigo dos coágulos e o tratamento endovascular
Conteúdos e materiais
No Hospital Certa, referência em radiologia intervencionista, tratamos o aneurisma da artéria poplítea por via endovascular — excluindo o aneurisma com endoprótese para proteger a circulação e a perna, sem grandes cirurgias.
A artéria poplítea passa por trás do joelho e leva sangue para a perna. Seu aneurisma é o aneurisma periférico mais comum (fora do território aorto-ilíaco). Tem uma particularidade importante: ao contrário da aorta, o maior perigo aqui não é a ruptura, e sim a formação de coágulos dentro do aneurisma, que podem entupir as artérias da perna e causar isquemia aguda — uma emergência que pode ameaçar o membro. Este texto faz parte da nossa série sobre aneurismas.
O fluxo turbulento dentro do aneurisma favorece a formação de trombos (coágulos). Esses coágulos podem se soltar e migrar (embolização), entupindo artérias mais finas da perna e do pé, ou crescer e ocluir a própria poplítea. O resultado pode ser isquemia aguda do membro, com risco de perda da perna se não tratada a tempo. O aneurisma também pode comprimir estruturas vizinhas e, mais raramente, romper. Vale lembrar que ele é frequentemente bilateral e costuma se associar ao aneurisma de aorta — por isso, quem tem um deve investigar o outro lado e a aorta.
Muitos são assintomáticos. Pode-se notar uma massa pulsátil atrás do joelho. Sintomas como dor, frieza, palidez ou dormência na perna e no pé sugerem complicação por coágulos e exigem avaliação urgente. O diagnóstico é feito com ultrassom com Doppler e complementado por angiotomografia ou angiorressonância, que avaliam o aneurisma e as artérias da perna.
Indica-se tratamento para todo aneurisma poplíteo que dá sintomas e, nos assintomáticos, em geral a partir de 2 cm de diâmetro — ou antes disso, se houver muito coágulo dentro do aneurisma (grande carga trombótica), pelo risco aumentado de complicações.
O tratamento endovascular exclui o aneurisma com uma endoprótese (stent revestido) colocada por dentro da artéria, por punção, restabelecendo um canal de fluxo seguro e impedindo a formação de novos coágulos naquele segmento. É uma alternativa menos invasiva à cirurgia aberta (que usa uma ponte/bypass com exclusão do aneurisma) e é especialmente atrativa em pacientes com anatomia favorável e maior risco cirúrgico. A escolha entre as duas abordagens é individualizada, considerando a anatomia, o estado das artérias da perna e o perfil do paciente.
O maior risco é a formação de coágulos que entopem as artérias da perna, podendo causar isquemia aguda. Tratado a tempo, esse risco é bastante reduzido. Por isso o diagnóstico e o tratamento oportunos são tão importantes.
Sim. O aneurisma poplíteo é frequentemente bilateral e costuma se associar ao aneurisma de aorta. Recomenda-se avaliar os dois joelhos e a aorta.
Aneurismas sintomáticos sempre devem ser tratados. Nos assintomáticos, em geral a partir de 2 cm — ou antes, se houver grande quantidade de coágulo dentro do aneurisma.
Ambos são opções válidas. O tratamento endovascular é menos invasivo e atrativo em anatomia favorável e maior risco cirúrgico; a cirurgia aberta tem bons resultados consolidados. A escolha é individualizada.
Por ser minimamente invasivo, o tratamento endovascular costuma exigir internação curta e permitir retorno mais rápido às atividades, conforme orientação médica.
Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br ou pelo WhatsApp (11) 96625-5970. Nossa equipe agenda a consulta com o especialista e orienta sobre todos os exames necessários.
O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.
Aneurisma da artéria poplítea: o perigo dos coágulos e o tratamento endovascular
