Aneurisma da artéria ilíaca: tratamento endovascular preservando a circulação da pelve

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Aneurisma da artéria ilíaca: tratamento endovascular preservando a circulação da pelve

Aneurisma da artéria ilíaca: tratamento endovascular preservando a circulação da pelve

Aneurisma da artéria ilíaca: tratamento endovascular preservando a circulação da pelve

No Hospital Certa, referência em radiologia intervencionista, tratamos o aneurisma da artéria ilíaca por via endovascular — com endoprótese e técnicas que buscam preservar a circulação da pelve, sem grandes cirurgias.

As artérias ilíacas são a continuação da aorta na pelve e levam sangue para a região pélvica e para as pernas. O aneurisma da artéria ilíaca é uma dilatação desse segmento. Muitas vezes ele aparece associado ao aneurisma de aorta, mas também pode ocorrer de forma isolada. Por ficar “escondido” na profundidade da pelve, costuma ser silencioso e descoberto por acaso. Este texto, parte da nossa série, foca no tratamento endovascular.

Por que merece atenção

Assim como nos demais aneurismas, o principal risco é o crescimento e a possibilidade de ruptura. Como raramente dá sintomas, o diagnóstico costuma vir de exames de imagem (ultrassom, angiotomografia ou angiorressonância) feitos para investigar a aorta ou outras queixas. Quando há sintomas, podem ocorrer dor pélvica, abdominal ou na região lombar baixa, e, às vezes, uma massa pulsátil é percebida.

Pontos-chave sobre o aneurisma de ilíaca

  • Frequentemente associado ao aneurisma de aorta abdominal.
  • Costuma ser silencioso e descoberto por acaso.
  • O risco principal é o crescimento e a ruptura.
  • O tratamento endovascular busca preservar a circulação da pelve.

Quando tratar?

A indicação leva em conta o diâmetro, o crescimento e os sintomas. De modo geral, considera-se tratamento quando a artéria ilíaca atinge cerca de 3 a 3,5 cm, ou quando há crescimento documentado, sintomas ou pseudoaneurisma. Aneurismas menores costumam ser apenas acompanhados com exames periódicos. Como o calibre normal varia entre os segmentos da ilíaca, a avaliação é sempre individualizada.

O tratamento endovascular

Por uma punção na virilha, o radiologista intervencionista posiciona uma endoprótese (stent revestido), guiado por imagem, para isolar o aneurisma e restabelecer um fluxo seguro. Um ponto importante é preservar a circulação da pelve: existem técnicas específicas para isso, como os dispositivos de ramo ilíaco (iliac branch device), que mantêm o fluxo para a artéria ilíaca interna. Em alguns casos, faz-se a embolização da ilíaca interna antes de estender a endoprótese — uma estratégia avaliada caso a caso, pois pode causar desconforto na nádega ao caminhar (claudicação glútea).

  • Endoprótese estendida à ilíaca: veda o aneurisma preservando o fluxo principal para a perna.
  • Dispositivo de ramo ilíaco: mantém o fluxo para a artéria ilíaca interna, preservando a circulação pélvica.
  • Embolização da ilíaca interna: usada em situações selecionadas; a equipe pondera benefícios e o risco de claudicação glútea.

Vantagens da via endovascular

  • Sem grandes cortes — acesso por punção na virilha.
  • Geralmente com anestesia local/regional e sedação.
  • Estratégias para preservar a circulação da pelve.
  • Menos dor, internação curta e recuperação mais rápida que a cirurgia aberta.
  • Pode ser combinado ao tratamento da aorta, quando há aneurisma associado.

Sinais de alerta

  • Diagnóstico de aneurisma de ilíaca em exame de imagem, mesmo sem sintomas.
  • Dor pélvica, abdominal baixa ou lombar persistente.
  • Massa pulsátil na parte baixa do abdome.
  • Dor súbita e intensa com mal-estar exige atendimento de emergência (possível ruptura).

Perguntas frequentes

Aneurisma de ilíaca é grave?

Como todo aneurisma, o risco está no crescimento e na possibilidade de ruptura. Diagnosticado a tempo, tem tratamento minimamente invasivo e eficaz.

Vou perder a circulação da pelve?

O objetivo do tratamento moderno é justamente preservar a circulação pélvica, com técnicas como o dispositivo de ramo ilíaco. Em casos selecionados em que se ocluí a ilíaca interna, pode haver desconforto na nádega ao caminhar, avaliado previamente pela equipe.

Esse aneurisma costuma vir junto com o da aorta?

Sim, é frequente a associação com o aneurisma de aorta abdominal. Quando isso ocorre, os dois podem ser tratados na mesma abordagem endovascular.

Aneurismas pequenos precisam de tratamento?

Geralmente não. Aneurismas pequenos costumam ser apenas acompanhados com exames de imagem; o tratamento é indicado conforme o tamanho, o crescimento e os sintomas.

Como é a recuperação?

Por ser minimamente invasivo, o procedimento costuma exigir internação curta e permitir retorno mais rápido às atividades do que a cirurgia aberta.

Como agendar?

Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br ou pelo WhatsApp (11) 96625-5970. Nossa equipe agenda a consulta com o especialista e orienta sobre todos os exames necessários.

O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.

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