Aneurisma da artéria ilíaca: tratamento endovascular preservando a circulação da pelve
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No Hospital Certa, referência em radiologia intervencionista, tratamos o aneurisma da artéria ilíaca por via endovascular — com endoprótese e técnicas que buscam preservar a circulação da pelve, sem grandes cirurgias.
As artérias ilíacas são a continuação da aorta na pelve e levam sangue para a região pélvica e para as pernas. O aneurisma da artéria ilíaca é uma dilatação desse segmento. Muitas vezes ele aparece associado ao aneurisma de aorta, mas também pode ocorrer de forma isolada. Por ficar “escondido” na profundidade da pelve, costuma ser silencioso e descoberto por acaso. Este texto, parte da nossa série, foca no tratamento endovascular.
Assim como nos demais aneurismas, o principal risco é o crescimento e a possibilidade de ruptura. Como raramente dá sintomas, o diagnóstico costuma vir de exames de imagem (ultrassom, angiotomografia ou angiorressonância) feitos para investigar a aorta ou outras queixas. Quando há sintomas, podem ocorrer dor pélvica, abdominal ou na região lombar baixa, e, às vezes, uma massa pulsátil é percebida.
A indicação leva em conta o diâmetro, o crescimento e os sintomas. De modo geral, considera-se tratamento quando a artéria ilíaca atinge cerca de 3 a 3,5 cm, ou quando há crescimento documentado, sintomas ou pseudoaneurisma. Aneurismas menores costumam ser apenas acompanhados com exames periódicos. Como o calibre normal varia entre os segmentos da ilíaca, a avaliação é sempre individualizada.
Por uma punção na virilha, o radiologista intervencionista posiciona uma endoprótese (stent revestido), guiado por imagem, para isolar o aneurisma e restabelecer um fluxo seguro. Um ponto importante é preservar a circulação da pelve: existem técnicas específicas para isso, como os dispositivos de ramo ilíaco (iliac branch device), que mantêm o fluxo para a artéria ilíaca interna. Em alguns casos, faz-se a embolização da ilíaca interna antes de estender a endoprótese — uma estratégia avaliada caso a caso, pois pode causar desconforto na nádega ao caminhar (claudicação glútea).
Como todo aneurisma, o risco está no crescimento e na possibilidade de ruptura. Diagnosticado a tempo, tem tratamento minimamente invasivo e eficaz.
O objetivo do tratamento moderno é justamente preservar a circulação pélvica, com técnicas como o dispositivo de ramo ilíaco. Em casos selecionados em que se ocluí a ilíaca interna, pode haver desconforto na nádega ao caminhar, avaliado previamente pela equipe.
Sim, é frequente a associação com o aneurisma de aorta abdominal. Quando isso ocorre, os dois podem ser tratados na mesma abordagem endovascular.
Geralmente não. Aneurismas pequenos costumam ser apenas acompanhados com exames de imagem; o tratamento é indicado conforme o tamanho, o crescimento e os sintomas.
Por ser minimamente invasivo, o procedimento costuma exigir internação curta e permitir retorno mais rápido às atividades do que a cirurgia aberta.
Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br ou pelo WhatsApp (11) 96625-5970. Nossa equipe agenda a consulta com o especialista e orienta sobre todos os exames necessários.
O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.
Aneurisma da artéria ilíaca: tratamento endovascular preservando a circulação da pelve
