Aneurisma da artéria renal: tratamento endovascular minimamente invasivo, preservando o rim

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Aneurisma da artéria renal: tratamento endovascular minimamente invasivo, preservando o rim

Aneurisma da artéria renal: tratamento endovascular minimamente invasivo, preservando o rim

Aneurisma da artéria renal: tratamento endovascular minimamente invasivo, preservando o rim

No Hospital Certa, referência em radiologia intervencionista, tratamos o aneurisma da artéria renal por via endovascular — “por dentro” da artéria, sem grandes cirurgias —, com o objetivo de excluir o aneurisma preservando o fluxo e a função do rim.

O aneurisma da artéria renal é uma dilatação da artéria que leva sangue ao rim. É relativamente incomum (presente em cerca de 0,1% da população) e, na maioria das vezes, não causa sintomas — costuma ser descoberto por acaso em exames de imagem feitos por outros motivos. Apesar de silencioso, em situações específicas ele merece tratamento, e a via endovascular tornou-se a primeira linha para a maioria dos casos. Este texto, parte da nossa série sobre aneurismas, foca nesse tratamento.

Por que ele se forma?

As causas mais comuns são degenerativas, ligadas a fatores de risco cardiovascular (como hipertensão e aterosclerose). Outra causa relevante é a displasia fibromuscular, uma alteração da parede arterial mais frequente em mulheres. Aneurismas também podem decorrer de causas congênitas, trauma ou infecção (nesses casos, frequentemente pseudoaneurismas).

Sintomas: quando existem

A maioria é assintomática. Quando há manifestações, as mais descritas são hipertensão arterial de difícil controle, sangue na urina (hematúria) e dor no flanco ou no abdome. A complicação mais temida é a ruptura, que é rara, porém grave.

Atenção especial: mulheres em idade fértil

  • A gestação aumenta o risco de ruptura, especialmente no terceiro trimestre.
  • A ruptura na gravidez é grave, com alto risco para mãe e bebê.
  • Por isso, em mulheres em idade fértil considera-se tratar em tamanhos menores do que o habitual.
  • Mulheres com diagnóstico de aneurisma renal que planejam engravidar devem ser avaliadas antes.

Quando tratar?

A indicação é individualizada. As diretrizes da Society for Vascular Surgery (2020) recomendam, de forma geral, tratar aneurismas renais assintomáticos com mais de 3 cm. O tratamento também é indicado, independentemente do tamanho atingir esse limiar, em situações como:

  • Presença de sintomas (dor, hematúria) ou hipertensão de difícil controle relacionada ao aneurisma;
  • Crescimento documentado ao longo do acompanhamento;
  • Mulheres em idade fértil ou que planejam gestação;
  • Pseudoaneurismas, dissecção ou sinais de complicação (como formação de coágulos).

Os aneurismas pequenos e sem fatores de risco geralmente apenas são acompanhados com exames periódicos de imagem.

O tratamento endovascular, passo a passo

No tratamento endovascular, o radiologista intervencionista acessa a circulação por uma pequena punção (em geral na virilha ou no punho) e navega com cateteres finos, guiado por imagem, até a artéria renal. O objetivo é excluir o aneurisma preservando ao máximo o fluxo de sangue para o rim. As principais técnicas são:

  • Endoprótese / stent revestido: um stent coberto é posicionado dentro da artéria, vedando o aneurisma e mantendo o fluxo renal — opção ideal quando a anatomia permite.
  • Embolização com molas (coils): preenche o aneurisma, excluindo-o da circulação; pode ser feita preservando os ramos principais.
  • Embolização assistida por stent ou balão: indicada em aneurismas próximos a bifurcações ou de colo largo, ajudando a manter as molas no lugar e a preservar os ramos.
  • Stents redirecionadores de fluxo: em casos selecionados, promovem a cicatrização do aneurisma preservando o vaso.

Vantagens da via endovascular no aneurisma renal

  • Sem grandes cortes — apenas punção arterial.
  • Geralmente com anestesia local e sedação.
  • Foco em preservar o rim e sua função.
  • Menos dor, internação curta e recuperação mais rápida que a cirurgia aberta.
  • Procedimento de referência (primeira linha) na maioria dos casos.
AspectoTratamento endovascularCirurgia aberta
AcessoPunção (virilha ou punho)Corte cirúrgico (abdome/flanco)
AnestesiaLocal + sedação (frequente)Geralmente geral
Preservação do rimAlvo do procedimentoPossível, conforme o caso
RecuperaçãoMais rápida, internação curtaMais longa

Quem deve ser avaliado

  • Pessoas com aneurisma renal encontrado em exame de imagem, mesmo sem sintomas.
  • Mulheres em idade fértil com diagnóstico de aneurisma renal, sobretudo se planejam engravidar.
  • Hipertensão de difícil controle, dor no flanco ou sangue na urina associados ao diagnóstico.
  • Dor abdominal súbita e intensa com mal-estar exige atendimento de emergência (possível ruptura).

Perguntas frequentes

Todo aneurisma renal precisa ser tratado?

Não. Muitos aneurismas pequenos e sem fatores de risco são apenas acompanhados com exames periódicos. O tratamento é indicado conforme o tamanho (em geral acima de 3 cm), o crescimento, os sintomas e o perfil do paciente.

O tratamento prejudica o rim?

O objetivo do tratamento endovascular é justamente excluir o aneurisma preservando o fluxo e a função do rim. A técnica é escolhida conforme a anatomia para proteger ao máximo o órgão.

Por que mulheres em idade fértil recebem atenção especial?

Porque a gravidez aumenta o risco de ruptura, especialmente no terceiro trimestre, com consequências graves. Por isso considera-se tratar em tamanhos menores e avaliar antes de uma gestação planejada.

Como é a recuperação?

Por ser minimamente invasivo, o procedimento costuma exigir internação curta e permitir retorno mais rápido às atividades do que a cirurgia aberta, conforme orientação médica.

E se a anatomia não permitir endoprótese?

Há outras técnicas endovasculares, como a embolização com molas, isolada ou assistida por stent/balão. A equipe define a melhor estratégia caso a caso; a cirurgia fica reservada a situações específicas.

Como agendar?

Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br ou pelo WhatsApp (11) 96625-5970. Nossa equipe agenda a consulta com o especialista e orienta sobre todos os exames necessários.

O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.

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