Aneurisma da aorta abdominal: tratamento endovascular (EVAR) sem grandes cirurgias
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No Hospital Certa, referência em radiologia intervencionista, tratamos o aneurisma da aorta abdominal por via endovascular (EVAR) — com uma endoprótese posicionada por dentro da artéria, por punção, sem o grande corte da cirurgia tradicional.
A aorta é o maior vaso do corpo: leva o sangue do coração para todo o organismo. O aneurisma da aorta abdominal é uma dilatação dessa artéria na região do abdome. É o aneurisma mais conhecido e potencialmente o mais grave, porque, se romper, o risco de morte é alto. A boa notícia é que, quando diagnosticado a tempo, ele pode ser tratado de forma minimamente invasiva. Este texto, parte da nossa série sobre aneurismas, foca no tratamento endovascular.
Os principais fatores de risco são idade acima de 65 anos, sexo masculino, tabagismo, hipertensão, histórico familiar e aterosclerose. O tabagismo é um dos fatores mais fortes. Como costuma ser silencioso, muitos aneurismas são descobertos por acaso em exames feitos por outros motivos — por isso o rastreamento com ultrassom é recomendado em grupos de risco (por exemplo, homens de 65 a 75 anos com história de tabagismo).
A decisão depende sobretudo do diâmetro e do ritmo de crescimento. O risco de ruptura é praticamente nulo entre 3,0 e 3,9 cm, cerca de 1% ao ano entre 4,0 e 4,9 cm e sobe de forma importante a partir de 5,0 cm. Por isso, indica-se tratamento, de modo geral, a partir de 5,5 cm em homens e 5,0 cm em mulheres, ou quando há crescimento rápido (mais de 0,5 cm em 6 meses) ou sintomas. Aneurismas menores costumam ser apenas acompanhados com exames de imagem periódicos.
| Diâmetro do aneurisma | Risco aproximado de ruptura/ano | Conduta habitual |
|---|---|---|
| 3,0 – 3,9 cm | Próximo de 0% | Acompanhamento com imagem |
| 4,0 – 4,9 cm | Cerca de 1% | Acompanhamento mais próximo |
| ≥ 5,0 – 5,5 cm | Sobe de forma importante | Avaliar tratamento |
O EVAR (do inglês, reparo endovascular do aneurisma) corrige o aneurisma por dentro da artéria. Por uma pequena punção na virilha, o radiologista intervencionista navega com cateteres, guiado por imagem, e posiciona uma endoprótese (stent revestido) que reveste o interior da aorta, isolando o aneurisma do fluxo de sangue. Assim, a pressão deixa de atuar sobre a parede dilatada e o risco de ruptura cai. Em comparação com a cirurgia aberta (que exige um grande corte no abdome), o EVAR oferece menos dor, menor tempo de internação e recuperação mais rápida — sendo a opção preferida na maioria dos casos com anatomia favorável.
Não. Aneurismas pequenos costumam ser apenas acompanhados com exames de imagem. O tratamento é indicado conforme o diâmetro (em geral 5,5 cm em homens e 5,0 cm em mulheres), o crescimento rápido ou a presença de sintomas.
Para a maioria dos pacientes com anatomia favorável, o EVAR é menos agressivo, com recuperação mais rápida. A escolha entre EVAR e cirurgia aberta é individualizada, considerando a anatomia e o perfil do paciente.
Sim. Após o EVAR é importante o acompanhamento com exames de imagem periódicos para confirmar que o aneurisma continua isolado e que a endoprótese está bem posicionada.
O rastreamento com ultrassom é recomendado em grupos de risco, como homens de 65 a 75 anos com história de tabagismo. Converse com seu médico sobre sua situação.
Por ser minimamente invasivo, o EVAR costuma permitir internação curta e retorno mais rápido às atividades do que a cirurgia aberta, conforme orientação médica.
Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br ou pelo WhatsApp (11) 96625-5970. Nossa equipe agenda a consulta com o especialista e orienta sobre todos os exames necessários.
O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.
Aneurisma da aorta abdominal: tratamento endovascular (EVAR) sem grandes cirurgias
