Neuralgia do nervo genitofemoral: tratamento minimamente invasivo com ablação por radiofrequência
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No Hospital Certa, referência em radiologia intervencionista, tratamos a dor crônica da virilha de forma precisa e minimamente invasiva — guiados por imagem, diretamente sobre o nervo responsável, sem a necessidade de novas grandes cirurgias.
Entre as causas de dor crônica na virilha após cirurgias da região — especialmente a correção de hérnia inguinal com tela — está a neuralgia do nervo genitofemoral. Trata-se de uma dor neuropática que pode ser bastante incapacitante e que, muitas vezes, responde mal a remédios isolados. A boa notícia é que existe uma alternativa minimamente invasiva e altamente precisa: a ablação por radiofrequência (RF) do nervo, realizada com orientação de imagem. Este texto explica o que é essa condição e como o procedimento funciona.
O nervo genitofemoral nasce na região lombar e desce pela parte anterior do abdome até a virilha, onde se divide em dois ramos: o ramo genital (que inerva o escroto, no homem, e a região dos grandes lábios, na mulher) e o ramo femoral (que inerva uma pequena área da parte superior e interna da coxa). Por seu trajeto passar exatamente pela área operada nas hérnias inguinais, ele é um dos nervos mais suscetíveis a lesão, compressão ou aprisionamento.
A neuralgia genitofemoral costuma surgir após procedimentos na região inguinal e pélvica. As situações mais frequentes incluem:
O diagnóstico combina a história clínica (tipo e trajeto da dor) com o exame físico e exames de imagem, como ultrassom e ressonância magnética (neurografia por RM). A confirmação mais importante, porém, costuma vir do bloqueio anestésico diagnóstico guiado por imagem: injeta-se uma pequena quantidade de anestésico ao redor do nervo genitofemoral. Se a dor desaparece temporariamente, fica confirmado que esse nervo é o responsável — e que ele é um bom alvo para a ablação por radiofrequência.
A radiofrequência é uma técnica que usa ondas de rádio para atuar sobre o nervo, interrompendo ou modulando a transmissão dos sinais de dor. Para nervos sensitivos da virilha, em geral utiliza-se a radiofrequência pulsada, uma modalidade que aquece o nervo de forma controlada (em torno de 90 °C). Tudo é feito com a agulha posicionada sob orientação de imagem (ultrassom ou tomografia), o que garante precisão e segurança.
É importante alinhar expectativas. O anestésico aplicado durante o procedimento traz alívio imediato, mas temporário. O efeito da radiofrequência pulsada costuma se instalar de forma progressiva ao longo de 4 a 6 semanas. Quando bem indicado, o alívio da dor pode durar de 6 a 24 meses, variando conforme cada paciente. Se a dor retornar, o procedimento pode ser repetido. Os resultados são melhores quando o nervo responsável foi corretamente confirmado por bloqueio diagnóstico prévio.
| Opção | Como funciona | Características |
|---|---|---|
| Medicação / fisioterapia | Analgésicos, fármacos para dor neuropática, reabilitação | Primeira linha; nem sempre controla a dor refratária |
| Ablação por radiofrequência | Modula o nervo guiado por imagem, sem cortá-lo | Minimamente invasiva, ambulatorial, repetível |
| Cirurgia (neurectomia) | Remoção/secção cirúrgica do nervo | Mais invasiva; reservada a casos selecionados |
Indicada para dor neuropática genitofemoral confirmada por avaliação especializada e bloqueio diagnóstico.
Geralmente considerada quando o tratamento conservador não trouxe alívio suficiente.
A avaliação individual define candidatura, técnica e expectativas — incluindo a investigação de recidiva ou meshoma, que podem exigir abordagem específica.
Como todo procedimento, possui contraindicações; a indicação deve ser sempre médica.
O procedimento é feito com anestesia local e costuma ser bem tolerado. Pode haver um leve desconforto na punção. A duração média é de cerca de uma hora.
Não. A radiofrequência pulsada modula a atividade do nervo de forma controlada, sem destruí-lo, o que reduz o risco de dormência permanente.
Varia de pessoa para pessoa, em geral entre 6 e 24 meses. O efeito pleno costuma surgir em 4 a 6 semanas, e o procedimento pode ser repetido se necessário.
Não. É um procedimento ambulatorial; na maioria dos casos o paciente vai para casa no mesmo dia.
Sim. A ablação por radiofrequência não impede tratamentos futuros, incluindo a abordagem cirúrgica quando indicada.
É necessária uma avaliação especializada com exame clínico, exames de imagem e, frequentemente, bloqueio anestésico diagnóstico para confirmar que o nervo genitofemoral é a origem da dor.
Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br ou pelo WhatsApp (11) 96625-5970. Nossa equipe agenda a consulta com o especialista e orienta sobre todos os exames necessários.
O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.
Neuralgia do nervo genitofemoral: tratamento minimamente invasivo com ablação por radiofrequência
