Aneurisma da artéria esplênica: o aneurisma visceral mais comum e seu tratamento endovascular

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Aneurisma da artéria esplênica: o aneurisma visceral mais comum e seu tratamento endovascular

Aneurisma da artéria esplênica: o aneurisma visceral mais comum e seu tratamento endovascular

Aneurisma da artéria esplênica: o aneurisma visceral mais comum e seu tratamento endovascular

No Hospital Certa, referência em radiologia intervencionista, tratamos o aneurisma da artéria esplênica por via endovascular — com embolização ou endoprótese, sem grandes cirurgias e, na maioria das vezes, preservando o baço.

A artéria esplênica leva sangue ao baço. O aneurisma desse vaso é o aneurisma visceral mais comum (entre os que acometem as artérias dos órgãos abdominais). Costuma ser assintomático e descoberto por acaso em exames de imagem. Embora a maioria não cause problemas, há situações em que o tratamento é importante — e a via endovascular é, em geral, a primeira opção. Este texto faz parte da nossa série sobre aneurismas.

Quem tem mais e por quê

É mais frequente em mulheres, e fatores como múltiplas gestações, hipertensão portal (aumento de pressão na circulação do fígado) e alterações da parede arterial estão associados. A maior parte é silenciosa; quando há sintomas, pode ocorrer dor no abdome superior esquerdo.

Atenção especial: gravidez e idade fértil

  • A ruptura na gravidez é rara, porém muito grave, com alta mortalidade para mãe e bebê.
  • Por isso, em gestantes e mulheres em idade fértil, considera-se tratar independentemente do tamanho.
  • Mulheres com diagnóstico que planejam engravidar devem ser avaliadas antes.
  • Quando indicada na gestação, a embolização costuma ser considerada após a 25ª semana.

Quando tratar?

De modo geral, indica-se tratamento para aneurismas assintomáticos acima de cerca de 2 a 3 cm, além de pseudoaneurismas, aneurismas sintomáticos ou em crescimento. Como destacado, gestantes e mulheres em idade fértil merecem avaliação especial, com limiar menor para tratar. Aneurismas pequenos e estáveis em pessoas sem fatores de risco costumam apenas ser acompanhados.

O tratamento endovascular

Por uma pequena punção (virilha ou punho), o radiologista intervencionista navega com cateteres até a artéria esplênica, guiado por imagem. As duas estratégias principais são:

  • Embolização com molas (coils): fecha o aneurisma com molas, plugs ou agentes; no baço, isso é bem tolerado porque a circulação colateral (pelas artérias gástricas curtas) costuma manter a irrigação do órgão.
  • Endoprótese / stent revestido: veda o aneurisma preservando o fluxo da artéria esplênica, quando a anatomia permite.
  • Embolização assistida por stent ou balão: útil em aneurismas de colo largo ou próximos a ramos.

Vantagens da via endovascular

  • Sem grandes cortes — acesso por punção.
  • Geralmente preserva o baço.
  • Anestesia local e sedação na maioria dos casos.
  • Menos dor, internação curta e recuperação rápida.
  • Primeira opção na maioria dos casos.

Quem deve ser avaliado

  • Pessoas com aneurisma esplênico encontrado em exame de imagem, mesmo sem sintomas.
  • Gestantes e mulheres em idade fértil com o diagnóstico, sobretudo se planejam engravidar.
  • Dor no abdome superior esquerdo associada ao diagnóstico.
  • Dor abdominal súbita e intensa com mal-estar exige atendimento de emergência (possível ruptura).

Perguntas frequentes

Vou perder o baço no tratamento?

Na maioria das vezes, não. A embolização da artéria esplênica costuma ser bem tolerada porque o baço mantém irrigação por circulação colateral; e a endoprótese, quando possível, preserva o fluxo da artéria.

Todo aneurisma esplênico precisa ser tratado?

Não. Muitos aneurismas pequenos e estáveis são apenas acompanhados. O tratamento é indicado conforme o tamanho, os sintomas, o crescimento e o perfil do paciente — com atenção especial a gestantes e mulheres em idade fértil.

Por que a gravidez é uma preocupação?

Porque a ruptura na gestação, embora rara, é muito grave para mãe e bebê. Por isso considera-se tratar independentemente do tamanho nesse contexto e avaliar antes de uma gravidez planejada.

O procedimento usa radiação? E na gravidez?

Os procedimentos endovasculares utilizam imagem por raios X. Na gestação, quando o tratamento é necessário, há cuidados específicos e, em geral, prefere-se realizá-lo após a 25ª semana, sempre individualizando riscos e benefícios.

Como é a recuperação?

Por ser minimamente invasivo, costuma exigir internação curta e permitir retorno rápido às atividades, conforme orientação médica.

Como agendar?

Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br ou pelo WhatsApp (11) 96625-5970. Nossa equipe agenda a consulta com o especialista e orienta sobre todos os exames necessários.

O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.

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