Aneurismas: o que são, quando preocupam e como o tratamento endovascular resolve sem grandes cirurgias

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Aneurismas: o que são, quando preocupam e como o tratamento endovascular resolve sem grandes cirurgias

Aneurismas: o que são, quando preocupam e como o tratamento endovascular resolve sem grandes cirurgias

Aneurismas: o que são, quando preocupam e como o tratamento endovascular resolve sem grandes cirurgias

O Hospital Certa é referência em radiologia intervencionista e no tratamento endovascular de aneurismas. Tratamos a dilatação da artéria “por dentro”, com cateteres, sem grandes cortes — com mais segurança e recuperação mais rápida.

Aneurisma é uma dilatação anormal e localizada da parede de uma artéria — como uma “bolha” que se forma onde a parede do vaso ficou mais fraca. O problema é que essa região dilatada tende a crescer com o tempo e pode, em alguns casos, romper-se. Os aneurismas podem surgir em diversos territórios do corpo, e muitos deles hoje têm tratamento minimamente invasivo, guiado por imagem, realizado pela radiologia intervencionista. Este texto é o ponto de partida de uma série sobre os principais tipos.

Aneurisma verdadeiro x pseudoaneurisma

É útil distinguir dois tipos. No aneurisma verdadeiro, todas as camadas da parede da artéria estão dilatadas. No pseudoaneurisma (ou falso aneurisma), há uma ruptura contida da parede — geralmente após trauma, infecção ou procedimentos — formando uma bolsa de sangue por fora do vaso. Os pseudoaneurismas costumam ter maior risco de rompimento e, por isso, em geral são tratados independentemente do tamanho.

O que você precisa saber sobre aneurismas

  • A maioria não causa sintomas e é descoberta por acaso em exames de imagem.
  • O principal risco é o crescimento e a possibilidade de ruptura.
  • Alguns também podem formar coágulos que migram e entopem artérias (mais comum no aneurisma poplíteo).
  • Hoje, boa parte é tratada por via endovascular — sem grandes cirurgias.

Onde os aneurismas aparecem — e a nossa série

Nesta série, abordamos um a um os tipos mais relevantes na prática da radiologia intervencionista, com foco no tratamento minimamente invasivo:

  • Aorta: o maior vaso do corpo; o aneurisma da aorta abdominal é o mais conhecido e potencialmente grave.
  • Artéria ilíaca: continuação da aorta na pelve, frequentemente associada ao aneurisma de aorta.
  • Artéria renal: dos rins; merece atenção especial em mulheres em idade fértil.
  • Artéria esplênica: do baço; é o aneurisma visceral mais comum.
  • Artérias mesentéricas: que irrigam o intestino; costumam exigir tratamento independentemente do tamanho.
  • Artéria poplítea: atrás do joelho; o aneurisma periférico mais comum, com risco importante de coágulos.

Como os aneurismas são diagnosticados

Como costumam ser silenciosos, muitos aneurismas são achados em exames feitos por outros motivos. Os principais métodos são o ultrassom com Doppler, a angiotomografia (angio-TC) e a angiorressonância (angio-RM), que medem com precisão o diâmetro e mapeiam a anatomia. A arteriografia é usada principalmente no momento do tratamento. Esses exames também orientam o acompanhamento dos aneurismas pequenos, que muitas vezes apenas precisam ser vigiados.

Quando tratar?

A decisão depende do tipo de artéria, do tamanho, do ritmo de crescimento, da presença de sintomas e do perfil do paciente. De forma geral, indica-se tratamento quando o aneurisma atinge determinado diâmetro, quando cresce rapidamente, quando causa sintomas ou quando é um pseudoaneurisma. Alguns territórios — como as artérias mesentéricas — costumam ser tratados independentemente do tamanho. E há situações especiais, como mulheres em idade fértil, em que o limiar para tratar é menor. Cada caso é individualizado.

Sinais de alerta — procure avaliação

  • Diagnóstico incidental de aneurisma em qualquer exame de imagem.
  • Dor abdominal, nas costas, no flanco ou atrás do joelho, persistente ou de início súbito.
  • Massa pulsátil palpável no abdome ou atrás do joelho.
  • Dor súbita e intensa, com mal-estar ou desmaio, exige atendimento de emergência imediato (possível ruptura).

O tratamento endovascular: corrigir o aneurisma “por dentro”

O tratamento endovascular é, na maioria dos cenários, a primeira opção, por ser menos agressivo que a cirurgia aberta. Em vez de grandes cortes, o radiologista intervencionista acessa a artéria por uma pequena punção (geralmente na virilha ou no punho) e navega com cateteres finos até o aneurisma, guiado por imagem. As principais técnicas são:

  • Embolização: preenchimento/oclusão do aneurisma com molas (coils), plugs ou agentes líquidos, excluindo-o da circulação.
  • Endoprótese / stent revestido: um “tubo” coberto é posicionado dentro da artéria, vedando o aneurisma e preservando o fluxo do vaso.
  • Embolização assistida por stent ou balão: útil em aneurismas complexos, perto de bifurcações.
  • Stents redirecionadores de fluxo (flow diverters): dispositivos que desviam o fluxo e promovem a cicatrização do aneurisma em situações selecionadas.

Vantagens do tratamento endovascular

  • Sem grandes cortes — apenas punção, na maioria dos casos.
  • Geralmente com anestesia local e sedação, sem necessidade de anestesia geral em muitos casos.
  • Menos dor e recuperação mais rápida do que a cirurgia aberta.
  • Menor tempo de internação.
  • Pode preservar o fluxo da artéria e a função do órgão (rim, baço, intestino, perna).
AspectoTratamento endovascularCirurgia aberta
AcessoPunção (virilha ou punho)Corte cirúrgico amplo
AnestesiaLocal + sedação (frequente)Geralmente geral
RecuperaçãoMais rápida, menos internaçãoMais longa
IndicaçãoMaioria dos casos, 1ª opçãoCasos selecionados / anatomia desfavorável

Perguntas frequentes

Ter um aneurisma significa que vou precisar operar com urgência?

Não necessariamente. Muitos aneurismas pequenos são apenas acompanhados com exames periódicos. O tratamento é indicado conforme o tamanho, o crescimento, os sintomas e o tipo de artéria.

O tratamento endovascular é seguro?

É um procedimento consolidado e, na maioria dos cenários, menos agressivo que a cirurgia aberta. Como todo procedimento, tem riscos, avaliados caso a caso pela equipe.

Aneurisma sempre dá sintoma?

Não. A maioria é silenciosa e descoberta por acaso em exames de imagem. Por isso o diagnóstico e o acompanhamento são tão importantes.

Qual a diferença entre embolização e endoprótese?

A embolização “fecha” o aneurisma com molas ou outros materiais; a endoprótese é um stent revestido que veda o aneurisma por dentro, preservando o fluxo da artéria. A escolha depende da anatomia.

Quanto tempo fico internado?

Varia conforme o caso, mas o tratamento endovascular costuma exigir internação curta e permitir retorno mais rápido às atividades do que a cirurgia aberta.

Como agendar?

Entre em contato pelo site www.hospitalcerta.com.br ou pelo WhatsApp (11) 96625-5970. Nossa equipe agenda a consulta com o especialista e orienta sobre todos os exames necessários.

O conteúdo desta página foi elaborado pelo Prof. Dr. Denis Szejnfeld, doutor pela Unifesp, onde é professor afiliado e coordenador do setor de Radiologia Intervencionista Vascular. Ex-presidente da SOBRICE (biênio 2023–2024), é portador de três títulos de especialista: Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (SOBRICE) e Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Suas publicações científicas, incluindo artigos na revista europeia CVIR, estão disponíveis no Google Scholar e no Lattes. O Hospital Certa tem avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ no Google, baseada na experiência de nossos pacientes.

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